Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Justiça tira quatro aviões da VarigLog

Sexta, 18 de Janeiro de 2008 às 07:32, por: CdB

A companhia aérea cargueira VarigLog corre o risco de perder quatro Boeing 757-200 por falta de pagamento dos aluguéis. Nesta quinta-feira, a Justiça paulista determinou a reintegração de posse dos quatro aviões à Wells Fargo, a proprietária dos equipamentos. A empresa já conseguiu retomar uma outra aeronave do mesmo modelo em Miami, no mês passado.

No Brasil, ela entrou com ação para a reintegrar os outros aviões no início de dezembro e obteve decisão favorável em primeira instância. A VarigLog entrou com recurso e suspendeu a decisão temporariamente. Ontem, esse recurso foi julgado e indeferido pelo desembargador Ruy Coppola, de forma que a primeira decisão da Justiça foi revalidada. Ainda cabe recurso à VarigLog, mas a companhia não quis se pronunciar sobre o caso.

Segundo os advogados da Wells Fargo, Marcus Matteucci Gomes e Joel Thomaz Bastos, do escritório Felsberg e Associados, a VarigLog deve mais de US$ 3,5 milhões referente a três meses de aluguel. A expectativa é que os aviões sejam retomados nas próximas semanas após os trâmites burocráticos, afirmam os advogados.

Os modelos 757 já deixaram de ser fabricados mais ainda assim são os mais modernos da atual frota de 18 aeronaves da VarigLog. A companhia tem ainda outros dois aviões desse modelo, dois MD-11, quatro DC-10 e seis 727, além de oito aviões de pequeno porte. De todos esses, os 757 são os mais econômicos.

A situação financeira da VarigLog já não estava boa nos últimos anos, mas agravou-se com a briga entre os sócios que a controlam: o fundo americano MatlinPatterson e os brasileiros Marco Antonio Audi, Marcos Haftel e Eduardo Gallo. O fundo detêm 20% das ações ordinárias da Volo do Brasil, a controladora da VarigLog, enquanto os brasileiros têm os 80% restantes e controlam a sociedade.

A VarigLog, conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de 2006, era a maior companhia aérea cargueira do país. Naquele ano, obteve receita de R$ 950 milhões, a terceira maior do setor depois da TAM e Gol. Ainda não há dados oficiais relativos a 2007.

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