Rio de Janeiro, 19 de Fevereiro de 2026

Justiça social é melhor arma contra degradação do planeta, diz o presidente

Em seu discurso na abertura da 62ª Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que somente será possível reduzir a destruição dos recursos naturais do planeta se a desigualdade entre os países ricos e pobres também for diminuída. (Leia Mais)

Terça, 25 de Setembro de 2007 às 09:35, por: CdB

Em seu discurso na abertura da 62ª Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que somente será possível reduzir a destruição dos recursos naturais do planeta se a desigualdade entre os países ricos e pobres também for diminuída.

- O mundo, porém, não modificará sua relação irresponsável com a natureza sem modificar a natureza das relações entre o desenvolvimento e a justiça social. Se queremos salvar o patrimônio comum, impõe-se uma nova e mais equilibrada repartição das riquezas, tanto no interior de cada país como na esfera internacional. A equidade social é a melhor arma contra a degradação do planeta - afirmou para líderes de 150 países.

Lula citou o programa Fome Zero um avanço brasileiro na área. Ele destacou que o país conseguiu cumprir, com dez anos de antecedência, a Meta do Milênio, estabelecida pela ONU, de reduzir pela metade a pobreza extrema.

- Honramos o compromisso do programa Fome Zero ao erradicar esse tormento da vida de mais de 45 milhões de pessoas - disse.

- É inviável uma sociedade global marcada pela crescente disparidade de renda. Não haverá paz duradoura sem a progressiva redução das desigualdades - completou, lembrando que, em 2004, foi lançada ação global de combate à fome e pobreza, que permitiu a criação da central internacional de medicamentos. Conforme Lula, a central conseguiu reduzir em até 45% o preço de remédios contra a malária e tuberculose, destinados aos países pobres.

Lula aproveitou a assembléia para convidar os líderes presentes à assembléia a participarem da conferência internacional sobre os combustíveis alternativos que será realizada em 2008, no Brasil.

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