A juíza Renata Okida, da 4ª Vara da Fazenda Pública da capital de São Paulo, determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do ex-prefeito Paulo Maluf e de seus familiares, incluindo a mulher, Silvia Maluf, os filhos Flávio, Lina e Lígia Maluf; da nora Jaqueline e de um dos genros, Maurílio Cury.
Também foram quebrados os sigilos de oito empresas que teriam envolvimento com supostas transações bancárias de Maluf no exterior, que teriam movimentado, segundo denúncias feitas na imprensa, cerca de US$ 200 milhões.
A quebra do sigilo foi concedida a partir de solicitação do Ministério Público. Em apenas dois bancos suíços foram encontradas mais de 30 contas de empresas ligadas à família Maluf, segundo investigações da promotoria. A análise dos extratos mostram que muitos recursos foram enviados do Brasil.
Na Suíça, a Justiça bloqueou US$ 5 milhões que estavam depositados em nome dos filhos de Maluf. As movimentações estão sendo investigadas pelo Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro, ligado ao Ministério da Justiça. Se ficar comprovado que o dinheiro teve origem em corrupção os recursos deverão ser repatriados para o Brasil.