A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou a conclusão, nesta quarta-feira, da venda da Chrysler a um grupo liderado pela montadora italiana Fiat. A decisão foi uma vitória para a montadora em concordata e para o governo do presidente Barack Obama, que conduziu a operação. A Suprema Corte rejeitou um pedido de suspensão do negócio, feito por fundos de pensão do Estado de Indiana e de outros opositores à venda da Chrysler para a Fiat, grupos alinhados ao sindicato de trabalhadores e os governos dos EUA e Canadá.
O caso da Chrysler vem sendo considerado como um precedente para a General Motors Corp, que também optou por estratégia similar de venda rápida em sua concordata em Nova York. A parceria chegou a ser colocada sob dúvida depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos acatou um recurso apresentado por credores da Chrysler e congelou sua venda. Nesta terça-feira à noite, porém, a Justiça autorizou a venda, eliminando o último obstáculo à reestruturação da montadora.
Segundo comunicado divulgado em sua página na internet, nesta manhã, a Fiat informou ter assinado com a Chrysler um acordo para estabelecer uma "aliança estratégica global", que envolve a contribuição da Fiat com a rival americana em diversas plataformas, tecnologias, modelos e gestão de serviços, além da aquisição de uma participação acionária na Chrysler.
Pelo projeto de reestruturação aprovado após a concordata, a Chrysler deve ser divida em duas: a "nova" Chrysler ficará nas mãos de um consórcio --35% do grupo italiano Fiat, 55% aos fundos administrados pelo sindicato do automóvel UAW (United Auto Workers) e 10% pelos governos americano e canadense-- e a "velha" Chrysler manterá as dívidas.
– A transação representa uma solução importante e construtiva para os problemas que afetaram não só a Chrysler nos últimos anos, mas a indústria automotiva no mundo todo. Unir a tecnologia de ponta da Fiat, suas plataformas e linhas de produção de carros pequenos e médios, e sua extensa rede de distribuição na América Latina e na Europa, com a rica herança da Chrysler, sua forte presença na América do Norte e sua força de trabalho talentosa e dedicada vai criar uma poderosa companhia automobilística, ao mesmo tempo em que ajuda a preservar empregos – disse a jornalistas o executivo-chefe da Fiat, Sergio Marchionne.