O ex-presidente da Parmalat Brasil, Gianni Grisendi, entrou na lista de ex-diretores investigados pelo escândalo financeiro que levou o grupo italiano a pedir concordata, informou hoje a Procuradoria de Parma. Grisendi, que foi o principal responsável da unidade brasileira da Parmalat entre os anos 1989 e 2000 e homem de confiança do fundador do grupo, Calisto Tanzi, é acusado do crime de participação em quebra fraudulenta.
As procuradores Antonella Ioffredi e Silvia Cavallari interrogaram-no nos dois últimos dias, assim como seu sucessor no Brasil, Andrea Ventura.
O nome de Grisendi havia sido pronunciado em diversas ocasiões pelo ex-diretor financeiro Fausto Tonna, atualmente na prisão, em suas declarações judiciais sobre a gestão das sociedades latino-americanas da empresa e os ''ajustes de interesse'' de seus balanços.
Com a introdução do ex-diretor da Parmalat Brasil na lista dos investigados, prosseguem as diligências judiciais iniciadas há três meses, depois de descobrir-se a grave crise do grupo empresarial, que tem um rombo de 14,8 bilhões de euros.