A Justiça Federal recebeu denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em Guarulhos (SP) contra 13 pessoas acusadas de fraudar a Previdência Social. Mais 15 pessoas também serão processadas por se valerem dos serviços prestados pela quadrilha.
Segundo o MPF, por meio de uma rede de contatos em que trocavam dados de clientes interessados em fraudar o auxílio-doença, intermediadores de benefícios previdenciários ingressavam nos sistemas informatizados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e concediam ou prorrogavam os benefícios para os clientes da quadrilha.
Para cada benefício fraudulento concedido, a quadrilha cobrava cerca de R$4,5 mil, dos quais R$3 mil eram concedidos ao servidor da Previdência Social. Até agora, foram concedidos cerca de 300 benefícios de auxílio-doença, causando um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 9 milhões, de acordo com o MPF.
A Justiça decretou a indisponibilidade dos bens dos 13 acusados de fraudar a Previdência, assim como o bloqueio das contas bancárias desses réus.