O juiz da 34a Vara Criminal do Rio, Camilo Rulieri, determinou nesta sexta-feira a prisão do caseiro Jossiel dos Santos apontado como o suposto assassino do casal Todd e Michele Staheli.
O mandado de prisão, no entanto, foi expedido por tentativa de furto à casa do cônsul da Grécia no Rio de Janeiro e não pela morte dos americanos.
No mês passado, o caseiro foi preso após tentar assaltar a casa do cônsul grego no condomínio Porto dos Cabritos, na Barra da Tijuca, onde também morava o executivo Staheli, que trabalhava para a Shell, e sua família. Após a prisão, Santos confessou o crime.
Um dia depois, no entanto, em depoimento à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, ele disse que o crime teria sido cometido por dois homens e que ele só teria fornecido informações sobre a casa e cedido um pé-de-cabra. Ele teria recebido 40 mil reais.
Santos ainda prestou outros depoimentos contraditórios sobre o crime, mas esta semana um exame de DNA feito em uma mochila do caseiro detectou vestígios do sangue de Todd Staheli. Além disso, outros exames já haviam detectado vestígios do sangue de Michelle em roupas de Santos.
``Ao que me parece esse pedido de prisão é equivocado. Trata-se de um crime menos grave praticado por uma pessoa que é réu primeiro e tem residência fixa'', disse a defensora pública Adriene Roca, que assiste o caseiro. A defensoria pretende recorrer da decisão.
A promotora Marcele Navega que está à frente do caso aguarda o inquérito sobre a morte do casal e disse que pretende pedir na semana que vem a prisão de Santos, desta vez pelo crime envolvendo os Staheli.
O casal, que vivia com os três filhos no Brasil, foi assassinado em sua casa na Barra da Tijuca em 30 de novembro de 2003.