Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Justiça determina que Champinha vá para instituição psiquiátrica

Sexta, 30 de Novembro de 2007 às 18:19, por: CdB

A Justiça de São Paulo determinou, na quarta-feira, a interdição do jovem conhecido como Champinha, um dos envolvidos na morte de Liana Friedenbach e Felipe Caffé, em Juquitiba, na Grande São Paulo, em 2003. O pedido partiu do Ministério Público Estadual.

Na mesma decisão, a juíza Patrícia Padilha, da Vara Distrital de Embu-Guaçu considerou Champinha incapaz. Na prática, a interdição significa que Champinha não poderá realizar atos civis, como casar ou abrir contas em bancos, e terá que ser mantido em contenção em clínicas psiquiátricas.

Desde maio deste ano, quando foi recapturado após um fuga, Champinha está internado na Unidade Experimental de Saúde da Vila Maria, Zona Norte de São Paulo.  Na ocasião, o juiz Trazíbolo José Ferreira da Silva, da Vara de Execuções da Infância e Juventude de São Paulo, negou o pedido do Governo do Estado de enviar Champinha para a Casa de Custódia de Taubaté, a 130 km de São Paulo.

Segundo o Tribunal de Justiça, um pedido já foi feito à Secretaria Estadual de Saúde para providenciar uma vaga em um estabelecimento psiquiátrico compatível com o tratamento necessário para o jovem, com contenção e segurança apropriadas. Nomeada curadora, a mãe de Champinha tem cinco dias para ir a um cartório e assinar o termo de compromisso.

Ainda de acordo com o TJ, a Fundação Casa foi comunicada da decisão, com a ressalva de que Champinha só poderá ser transferido para o local indicado pela Secretaria de Saúde, não podendo ser liberado sem que haja estabelecimento apropriado.

A interdição de Champinha não tem prazo determinado. Ao longo da internação, ele passará por avaliações psiquiátricas. 

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