Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2026

Justiça determina a apreensão dos bens da Varig

O juiz titular da 14ª Vara do Trabalho, Evandro Guimarães, do Tribunal Regional do Rio de Janeiro, autorizou a apreensão (arresto) de bens da Varig por seu empregados, para que sejam usados como garantia do pagamento de passivos junto aos trabalhadores. (Leia Mais)

Quarta, 12 de Abril de 2006 às 15:36, por: CdB

O juiz titular da 14ª Vara do Trabalho, Evandro Guimarães, do Tribunal Regional  do Rio de Janeiro, autorizou a apreensão (arresto) de bens da Varig por seu empregados, para que sejam usados como garantia do pagamento de passivos da empresa junto aos trabalhadores. O advogado dos trabalhadores, José Crescêncio da Costa Junior, do Escritório Bezerra Neves e Costa  confirmou que a ação foi movida pelas associações que integram o Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) e o Sindicato Nacional dos Aeronautas. Com o deferimento do juiz, os bens devem passar a ser administrados pelos empregados e concentrados por uma empresa denominada Varig Operacional.

O passivo da companhia com os credores, no entanto, permanece na antiga Varig. O pedido tambem prevê o uso dos recursos do fundo de pensão Aerus - cerca de R$ 200 milhões, dos 600 milhões em caixa, para cobrir despesas cotidianas da companhia. Quase simultaneamente à decisão do juiz, a Secretaria de Previdência Complementar (SPC) interveio no Aerus e promoveu a liquidação dos planos de benefícios dos trabalhadores.

Na SPC, instância que regula e fiscaliza os fundos de pensão, a medida foi necessária para evitar a tranferência de recursos do Aerus para o caixa da Varig, com o objetivo de proteger o patrimônio dos trabalhadores investidos no fundo. Na tentativa de superar os obstáculos, Crescêncio da Costa disse que pretende ingressar com uma ação civil pública contra a decisão da secretaria e encaminhar a ação de arresto ao juiz da 8ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Roberto Ayoub, que acompanha o processo.

Presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Graziella Paggio disse que ainda desconhece o processo de arresto dos bens da empresa. A Varig tem dívidas calculadas de R$ 7 bilhões. Seu principal credor é o fundo Aerus, que tem R$ 2,3 bilhões a receber da empresa. O passivo com o Aerus deve-se a depósitos que não foram feitas pela empresa aérea nos últimos anos. A Varig também deve, entre outros, a bancos, empresas de leasing, distribuidoras de combustíveis e Infraero.

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