Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Justiça de SP determina fim da greve do serviço funerário

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que os funcionários do Serviço Funerário de São Paulo devem voltar ao trabalho imediatamente. De acordo com a decisão, a multa diária é de R$ 60 mil caso a determinação seja descumprida. O sindicato da categoria promete recorrer e manter a paralisação.

Sexta, 02 de Setembro de 2011 às 08:09, por: CdB
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou que os funcionários do Serviço Funerário de São Paulo devem voltar ao trabalho imediatamente. De acordo com a decisão, a multa diária é de R$ 60 mil caso a determinação seja descumprida. O sindicato da categoria promete recorrer e manter a paralisação. Em meio à greve, o prefeito Gilberto Kassab autorizou a contratação de 365 servidores para realizar sepultamentos e o transporte dos corpos na capital paulista. Com a paralisação, algumas famílias demoravam até 30 horas para enterrar seus parentes. O prefeito autorizou a contratação, em caráter emergencial, de 100 coveiros e 35 motoristas, que trabalharão na autarquia durante o processo de concurso público. Posteriormente, serão contratados outros 100 coveiros e 130 motoristas. Segundo a Secretaria Municipal de Serviços, serão feitos contratos individuais pelo período de seis meses, que poderão ser renovados por mais seis meses.  Em assembleia, realizada nesta quinta-feira, os funcionários dos serviços funerários da capital paulista decidiram continuar com a greve que atinge o serviço de transporte de corpos e os enterros. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias (Sindsep), 90% dos 1.336 servidores aderiram ao movimento, que já dura três dias e tem provocado atrasos e cancelamentos de enterros na capital. A categoria pede reposição salarial de 39,7%, referente às perdas da inflação entre 2005 e 2010. Segundo Sérgio Antiqueira, um dos diretores do Sindsep, o salário médio de um funcionário com nível básico está na faixa de R$ 440 por 40 horas semanais. – Desde 2003, ele [funcionário] recebe esse salário –, disse. – Ano após ano temos feito campanha salarial pedindo a valorização do servidor público, justamente para garantir a qualidade do serviço. Não se pode apostar em qualidade do serviço público pagando R$ 440 para um servidor trabalhar 40 horas por semana, com desgaste [físico] e problemas de saúde e de moradia –, completou. Uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira e, segundo Antiqueira , a continuação da greve é resultado da falta de diálogo com a prefeitura. – O que decidimos em assembleia é a continuidade da greve devido à falta de negociação. Não houve proposta de negociação do governo –, disse. Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Serviços disse que “considera inadmissível” a paralisação dos serviços funerários e acrescentou que a greve é ilegal, já que se trata de um serviço essencial à população. A prefeitura informou que propôs aumento de 15% no piso salarial para os servidores com jornada de 40 horas, passando o salário de R$ 545 para R$ 630. O órgão admitiu que houve atrasos nos serviços de transporte dos corpos e que montou uma operação especial para garantir o atendimento ao cidadão, com reforço da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de funcionários terceirizados.
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