Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Justiça da Nicarágua condena assassino de jornalista a 21 anos de prisão

Terça, 20 de Abril de 2004 às 00:52, por: CdB

Uma juíza condenou na última segunda-feira a 21 anos e seis meses de prisão William Hurtado García pelo assassinato do jornalista Carlos José Guadamuz, que morreu com três tiros em frente aos estúdios do canal 23 nicaragüense no último dia 10 de fevereiro em Manágua, na Nicarágua.

Hurtado também pegou pena de três anos e meio de prisão pelo crime de tentativa de homicídio de Selim Guadamuz Quintana, filho do jornalista assassinado.

Ambas as penas somam 21 anos e meio de prisão, que a família do jornalista assassinado qualificou como 'uma aberração jurídica'.

A Procuradoria Geral da República tinha pedido que se impusesse a Hurtado a pena máxima de 30 anos de prisão por homicídio atroz, e para apoiar este pedido afirmou que contra o processado pesavam 11 agravantes.

O jovem Selim disse durante a audiência de hoje que Hurtado atirou em Guadamuz duas vezes, mas não chegou a ser atingido. Em relação a este delito, a defesa de Hurtado pediu a pena mínima de dois anos, mas a juíza Urroz impôs três anos e meio.

Durante a audiência, Cristina Guadamuz, a viúva do jornalista, exigiu a pena máxima contra Hurtado, depois de afirmar que este planejou com dois colaboradores a morte de Carlos.

Hurtado disse que a morte de Guadamuz é aproveitada por diversos setores políticos para desprestigiar a Frente Sandinista, especialmente por deputados do Partido Liberal Constitucionalista (PLC), controlado pelo ex-presidente Arnoldo Alemán.

Carlos Guadamuz, filho do jornalista assassinado, declarou à imprensa que a sentença de Urroz foi 'uma aberração' porque o assassinato 'foi algo tão óbvio, visto por todo o mundo'.

- Esta sentença é inaceitável, e por isso vamos apresentar uma apelação - acrescentou.

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