A Justiça espanhola condenou na quarta-feira a quase 40 mil anos de prisão três dos oito principais acusados dos atentados islamitas de 11 de março de 2004 em Madri, que deixaram 191 mortos e 1.841 feridos e foram reivindicados pela Al-Qaeda.
Os condenados são o marroquino Jamal Zougam, autor material que foi reconhecido em um dos trens, Othman El-Gnaoui, um dos líderes da célula terrorista, e o espanhol José Emilio Suárez Trashorras, informante da polícia, traficante de drogas e principal fornecedor dos explosivos.
O marroquino Jamal Zougam e o espanhol Emilio Trashorras foram considerados culpados de assassinato. Rabai Osman, acusado de ser um dos planejadores da ação, foi absolvido.
No total, 28 pessoas ainda estão sendo julgadas pelas explosões que atingiram quatro trens, matando 191 pessoas e ferindo mais 1,8 de mil. Dos acusados, 19 são árabes marroquinos e nove são espanhóis. O grupo tem 27 homens e uma mulher.
Todos os acusados se declararam inocentes. Os investigadores disseram que o grupo era formado por militantes islâmicos inspirados na al-Qaeda. Uma mochila com explosivos que não funcionou forneceu a maior parte das pistas na investigação.
O juiz Javier Gomez Bermudez disse que não há sinais de envolvimento do grupo separatista basco ETA nos atentados.