ROMA, 19 SET (ANSA) - Os juízes de Milão responsáveis pelo caso de suposto suborno que envolve o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, decidiram cortar o depoimento de várias testemunhas para adiantar a sentença e evitar a prescrição do crime do qual ele é acusado.
Dessa forma, a última testemunha a prestar seu depoimento será o advogado inglês David Mills, que, segundo a Promotoria de Milão, recebeu US$ 600 mil (R$ 1milhão na atual cotação) para não citar o premier em um processo na década de 1990 sobre fraude em balanços de empresas.
Mills deverá se apresentar à Justiça em 24 de outubro, e Berlusconi, por sua vez, será interrogado em 28 de outubro.
A maior parte das testemunhas cortadas seria interrogada pela Justiça inglesa e foram consideradas pela juíza Francesca Vitale como "superficiais". Ela explicou que já tentou-se "inutilmente" pedir os interrogatórios à Inglaterra, mas não houve resposta.
De acordo com a decisão do Tribunal, como essas testemunhas já foram ouvidas em setembro de 2007, serão consideradas para esse julgamento as declarações já dadas.
Momentos antes da audiência de hoje, o procurador Fabio De Pasquale fez um apelo para que a solicitação por parte da Itália de audiências sobre o caso na Inglaterra fosse antecipada.
A decisão de cortar as testemunhas foi criticada pela defesa do chefe de Governo italiano. O advogado Niccolò Ghedini, que defende o premier, afirmou que, com a mudança, "a presença da defesa é inútil neste processo".
"A presença da defesa em um processo se torna inútil quano não lhe fazem escutar as testemunhas", argumentou Ghedini. Os advogados de Berlusconi ainda chegaram a pedir a inclusão de outras duas testemunhas no caso durante a audiência de hoje. O pedido foi negado. (ANSA)
JUSTIÇA CORTA DEPOIMENTO DE TESTEMUNHAS DE CASO DE BERLUSCONI SOBRE SUBORNO
Segunda, 19 de Setembro de 2011 às 07:01, por: CdB