Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Justiça condena capitão de barca que naufragou na Coreia do Sul

O capitão da barca sul-coreana que naufragou em abril matando 304 passageiros foi condenado, nesta terça-feira, a 36 anos de prisão, após um tribunal considerá-lo culpado de negligência, mas foi absolvido da acusação de homicídio, pela qual os promotores buscavam a pena de morte.

Terça, 11 de Novembro de 2014 às 08:16, por: CdB
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Lee Jun-Seok foi condenado por abandonar a balsa Sewol, que naufragou em meados de abril, causando a morte de mais de 300 pessoas
O capitão da barca sul-coreana que naufragou em abril matando 304 passageiros foi condenado, nesta terça-feira, a 36 anos de prisão, após um tribunal considerá-lo culpado de negligência, mas foi absolvido da acusação de homicídio, pela qual os promotores buscavam a pena de morte. A corte condenou o engenheiro-chefe da embarcação por homicídio, por não ter ajudado dois outros tripulantes feridos, o que fez dele o único a ser considerado culpado entre os quatro que enfrentavam esse tipo de acusação, sendo sentenciado a 30 anos de prisão. Os outros 13 tripulantes sobreviventes da barca Sewol foram considerados culpados de várias acusações, incluindo negligência, e receberam penas que variaram entre cinco e 20 anos de prisão. Gritos e choros de indignação foram ouvidos no tribunal lotado da cidade de Gwangju, no sul do país, à medida que o veredicto e as sentenças eram proferidas. - Juiz, isso não está certo - gritou uma mulher enquanto alguns outros familiares de vítimas choravam. - Era tão pouco assim que as vidas de nossas crianças valiam? - disse outra pessoa. "A sentença de morte seria pouco para a tripulação." Imagens de vídeo mostraram a tripulação abandonando a embarcação após ter instruído os passageiros, em sua maioria adolescentes, a permanecerem em suas cabines, o que causou revolta e um clamor por punições severas. As famílias das vítimas emitiram um comunicado após o veredicto, no qual se dizem devastadas pela decisão do tribunal e que a Justiça falhou. - Nossa esperança foi destruída miseravelmente - disse Park Jong-dae, pai de uma das crianças mortas, em um comunicado lido em frente ao tribunal, em que pede aos promotores que apelem das decisões e busquem uma punição que corresponda aos crimes da tripulação. Um promotor envolvido no caso disse que sua equipe iria apelar da decisão em relação a todos os 15 membros da tripulação, chamando a decisão de "decepcionante", particularmente a absolvição de três dos mais graduados, incluindo a do capitão das acusação de homicídio. Coreia do Norte A Coreia do Norte suspendeu as conversas com o principal defensor de uma resolução na ONU que busca levar o país a responder no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Em um comunicado datado de 30 de outubro e enviado a Estados membros da Organização das Nações Unidas, a missão da Coreia do Norte na ONU disse ter suspendido as conversas com a União Europeia sobre a resolução. Uma investigação da ONU concluiu em um relatório de 17 de fevereiro que os chefes dos serviços de segurança da Coreia do Norte e possivelmente até mesmo o líder supremo do país, Kim Jong Un, deveriam enfrentar a Justiça internacional por ordenarem tortura sistemática, fome e assassinatos. “Embora não sejamos contra o diálogo e a cooperação pela promoção e proteção dos genuínos direitos humanos, nós vamos responder fortemente a qualquer tentativa de abuso de questões de direitos humanos para sabotar nosso sistema”, disse a missão da Coreia do Norte na ONU em seu comunicado, obtido pela agência inglesa de notícias  Reuters nesta segunda-feira. O país, a partir de 31 de outubro, suspendeu as “consultas gerais” com a UE sobre a resolução, a qual tem 50 apoiadores, e alertou que todos aqueles que apoiam a medida “terão que ter responsabilidades total por todas as consequências”. A resolução foi redigida pelos EUA e pelo Japão e deve ser adotada, já na semana que vem, por um comitê da Assembleia Geral da ONU que lida com direitos humanos. A medida será colocada para aprovação da Assembleia Geral em dezembro, onde a expectativa é que será aprovada. A resolução, então, iria para sanção do Conselho de Segurança, composto de 15 membros, sob a expectativa de que a China, principal apoiador da Coreia do Norte, vetaria o texto. Apesar do esperado veto, diplomatas da Coreia do Norte, normalmente tímidos, tem buscado revidar com seu próprio e longo relatório de direitos humanos, e tentam colocar aditivos à proposta de resolução favoráveis ao histórico de Pyongyang. Além disso, diplomatas da Coreia do Norte também se encontraram com o relator especial da ONU sobre direitos humanos no país, Marzuki Darusman, pela primeira vez, indicando que poderia permitir que ele visitasse Pyongyang caso a linguagem sobre a corte criminal fosse removida da proposta de resolução. Eles também disseram a Estados membros da ONU que considerariam receber “assistência técnica” do gabinete do Alto Comissário para Direitos Humanos da ONU e travar um diálogo de direitos humanos com a UE, de acordo com o posicionamento enviado aos membros da ONU. “Não estamos preparados para fazer este tipo de acordos”, disse um alto diplomata da ONU, falando em condição de anonimato. Autoridades da Coreia do Norte fizeram visitas recentes à Europa e à África, vistas como uma busca de apoio diplomático para os esforços de Pyongyang sobre a resolução.  
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