O juiz Sidney Rosa da Silva, do 3º Tribunal do Júri condenou na noite desta quinta-feira Luiz Gonzaga Gonçalves de Oliveira, segundo acusado de ter participado da morte dos franceses Christian Pierre Doupes, de sua mulher Delphine Claudie Douyère e de Jérôme Marie Faure, em fevereiro de 2007. Os três eram da ONG Terr’Ativa, que ficava em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
O terceiro e último acusado do crime, José Michel Gonçalves Cardoso, teve o seu processo desmembrado e ainda está sendo julgado. O primeiro a ser julgado pelo 3º Tribunal do Júri neste caso foi Társio Wilson Ramirez, considerado o mentor do crime. Ele era funcionário de confiança das vítimas e foi condenado em outubro a 59 anos e oito meses de reclusão.
No julgamento desta quinta, quatro testemunhas foram ouvidas: os dois porteiros que trabalhavam no prédio onde aconteceu o crime e dois policiais - um PM que estava no hospital onde Luiz Gonzaga foi atendido e preso e, um policial civil, que viu a cena do crime e soube da confissão dele como participante dos furtos e das mortes, juntamente com os outros dois comparsas.
Luiz Gonzaga negou o crime e disse que foi chamado na noite anterior ao crime, 26 de fevereiro, por Társio Wilson Ramirez para participar de uma reunião de esclarecimentos sobre o orçamento da ONG. Combinou com ele de se encontrarem na Central do Brasil, no Centro do Rio, às 6h.
Justiça condena a 59 anos de prisão acusado de matar franceses no Rio
Quinta, 13 de Dezembro de 2007 às 19:20, por: CdB