Após saber no quarto mês de gestação que seu bebê era anencéfalo, Luciana Patrícia Figueiredo Vasconcelos, de 29 anos, conseguiu na Justiça o aval para interromper uma gravidez de seis meses. Ela se internou no Instituto Materno Infantil de Pernambuco nesta terça-feira. Luciana é casada pela segunda vez e tem uma filha do segundo casamento.
Na primeira instância, a Justiça negou o pedido. Houve recurso, e o desembargador do Tribunal de Justiça do Pernambuco, Sílvio Beltrão, concedeu o alvará. Esta é a 16ª vez, em oito anos, que o Instituto realiza a interrupção da gravidez de parturientes que conseguem judicialmente abortar por esse motivo. Em todos os casos, o parto foi normal, por ser a forma de proteger a mulher de infecção.