O novo julgamento do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, considerado o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, inicialmente previsto para esta quinta-feira, foi adiado para 2008.
Segundo informações do Tribunal de Justiça do Pará, o advogado do acusado, Eduardo Imbiriba, alegou problemas de saúde para pedir o adiamento do novo júri. Bida recebeu uma pena de 30 anos de reclusão em regime fechado. No entanto, como a pena excedeu 20 anos, ele tem o direito a novo julgamento.
Dorothy Stang foi morta com três tiros em um assentamento de sem-terra. No local, ela participava de um movimento que reivindica reforma agrária na região. Na última segunda-feira, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, acusado de ser um dos autores do assassinato da freira, foi condenado a 27 anos de prisão pela morte da missionária. Ao ser interrogado, ele disse ter matado a freira a tiros, mas negou que tivesse sido contratado por fazendeiros para assassiná-la.
No primeiro julgamento, ocorrido em dezembro de 2005, o pistoleiro também recebeu a pena de 27 anos de reclusão, mas, como a pena excedeu 20 anos, teve o direito a novo júri popular. Rayfran das Neves Sales foi preso logo após o crime ocorrido em 12 de fevereiro de 2005 e confessou o assassinato.
Na última segudna-feira, Rayfran foi considerado culpado de homicídio duplamente qualificado, praticado com promessa de recompensa, motivo torpe e uso de meios que impossibilitaram a defesa da vítima, informou o Tribunal de Justiça do Estado do Pará. "Os jurados, por unanimidade de votos (7x0), acataram a tese da acusação, reconhecendo o réu como o executor da morte da missionária Dorothy Stang", disse o tribunal em comunicado.
O assassino Rayfran das Neves Sales teve sua pena confirmada em 27 anos de prisão, em regime fechado, pelo assassinato da missionária Dorothy Stang, após ter recebido a mesma pena em dezembro de 2005. Rayfran, que foi preso logo após o crime ocorrido em 12 de fevereiro de 2005 e confessou o assassinato, foi considerado na madrugada desta terça-feira culpado de homicídio duplamente qualificado, praticado com promessa de recompensa, motivo torpe e uso de meios que impossibilitaram a defesa da vítima, informou o Tribunal de Justiça do Estado do Pará.
"Os jurados, por unanimidade de votos (7x0), acataram a tese da acusação, reconhecendo o réu como o executor da morte da missionária Dorothy Stang", disse o tribunal em comunicado depois do julgamento, que durou 14 horas. Rayfran cumprirá a pena em regime fechado em um dos presídios da região metropolitana de Belém. Ele foi condenado em 2005 aos mesmos 27 anos de prisão, mas teve direito a um novo julgamento já que a pena excedeu 20 anos de reclusão.
Segundo nota do tribunal, ele isentou os demais acusados no processo pela morte e afirmou que matou a missionária de 73 anos por ter se sentido ameaçado por ela. Outros três acusados já foram julgados e condenados: o fazendeiro mandante do crime Vitalmiro Bastos de Moura (30 anos de reclusão), Clodoaldo Batista (17 anos) e Amair Feijoli da Cunha (18 anos). O fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, também acusado de ser mandante, aguarda julgamento de recursos para definição do júri popular, informou o TJ.
A missionária, que na época do crime tinha 73 anos, foi assassinada com seis tiros perto de Anapu, no oeste do Pará. Ela morava havia mais de 20 anos na região, ajudando agricultores ameaçados por fazendeiros e madeireiros ilegais.