Rio de Janeiro, 22 de Fevereiro de 2026

Justiça adia júri de PM acusado de participar de chacina no RJ

Segunda, 08 de Outubro de 2007 às 08:22, por: CdB

Foi adiado para dezembro o júri do soldado Fabiano Gonçalves Lopes, um dos cinco PMs acusados de envolvimento na chacina da Baixada Fluminense, ocorrida no dia 31 de março de 2005. No total, 29 pessoas morreram.

De acordo com informações preliminares da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, o adiamento ocorreu devido a um recurso movido pelo Ministério Público do Rio que contesta o despacho que dividiu o julgamento de Lopes, marcado para esta segunda-feira, do do cabo José Augusto Moreira Felipe, marcado para o próximo dia 10 de dezembro.

As novas datas ainda não foram confirmadas pela Justiça.

O primeiro réu do processo que investiga a chacina foi julgado em agosto do ano passado. O soldado da PM Carlos Jorge de Carvalho foi condenado a 543 anos de prisão -- ele só deverá cumprir 30 anos de prisão, pena máxima permitida pela legislação brasileira. O cabo Marcos Siqueira Costa e o soldado Júlio César Amaral de Paula também são réus no processo, mas ainda não têm data definida para serem levados a júri popular.

Outros dois policiais militares foram pronunciados por formação de quadrilha: o cabo Gilmar Simão, que aguardava o julgamento em liberdade, foi assassinado em outubro de 2006. Já o cabo Ivonei de Souza entrou com recurso contra a decisão.

O crime ocorreu nas ruas de Nova Iguaçu e Queimados. Em maio de 2005, o Ministério Público chegou a denunciar 11 policiais militares pelos crimes e o grupo acabou preso.

Em fevereiro de 2006, a juíza Elizabeth Machado Louro, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, admitiu parcialmente a denúncia e pronunciou cinco deles para irem a júri popular. Os demais saíram em liberdade, a pedido do Ministério Público, pois não foram encontrados indícios suficientes para levá-los a julgamento.

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