Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para estas terça e quarta-feiras. Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano. Neste ano, o Copom elevou a taxa básica de juros em abril (de 8,75% para 9,50% ao ano), em junho (para 10,25% ao ano) e em julho (para 10,75% ao ano). Para o final de 2011, os analistas mantêm a projeção de 11,50% ao ano, segundo o boletim Focus, divulgado hoje (30).
O Banco Central eleva os juros básicos quando considera que a trajetória de inflação é de alta, em ambiente de economia aquecida. A Selic é um instrumento de controle da inflação, que tem meta para este ano e 2011 de 4,5%, com limite inferior de 2,5% e superior de 6,5%. Cabe ao BC perseguir essa meta. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi o escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação. Na estimativa dos analistas, esse índice deve ficar em 5,07% neste ano, contra os 5,10% previstos na semana passada. Para 2011, a estimativa oscilou de 4,86% para 4,87%. Para os dois anos, portanto, as projeções estão acima do centro da meta de 4,5%.
O boletim Focus também traz a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que neste ano deve ficar em 4,99%, contra os 5% previstos no boletim anterior. Para 2011, a projeção permaneceu em 4,53%. A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 8,50% para 8,49%, neste ano, e permaneceu em 5%, em 2011. A expectativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano continua em 8,56%. Para o próximo ano, oscilou de 5% para 5,01%.
A projeção dos analistas para os preços administrados passou de 3,60% para 3,55%, em 2010, e foi mantida em 4,80%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
Crescimento do PIB
A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano oscilou de 7,10% para 7,09%, ainda segundo o boletim Focus. Há quatro semanas, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, era de 7,20%. Para 2011, a projeção de 4,50% é mantida há 38 semanas.
O boletim Focus também traz a expectativa para o crescimento da produção industrial, que passou de 11,49% para 11,47%, em 2010. Para o próximo ano, a previsão de expansão foi mantida em 5%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 40,77% para 40,73%, em 2010, e permaneceu em 39,50%, em 2011. A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, neste ano, e em R$ 1,85, em 2011.
A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permaneceu em US$ 15 bilhões, neste ano, e passou de US$ 9 bilhões para US$ 8,18 bilhões, em 2011. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a projeção foi alterada de US$ 49,91 bilhões para US$ 49,96 bilhões, neste ano, e de US$ 57,90 bilhões para US$ 58 bilhões, em 2011.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) caiu de US$ 31 bilhões para US$ 30 bilhões, neste ano, e de US$ 38,20 bilhões para US$ 38 bilhões, em 2011.
Juros tendem a permanecer estáveis, prevêem analistas
Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para estas terça e quarta-feiras. Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano.
Segunda, 30 de Agosto de 2010 às 08:32, por: CdB
Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) esperam pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para estas terça e quarta-feiras. Atualmente, a Selic está em 10,75% ao ano. Neste ano, o Copom elevou a taxa básica de juros em abril (de 8,75% para 9,50% ao ano), em junho (para 10,25% ao ano) e em julho (para 10,75% ao ano). Para o final de 2011, os analistas mantêm a projeção de 11,50% ao ano, segundo o boletim Focus, divulgado hoje (30).
O Banco Central eleva os juros básicos quando considera que a trajetória de inflação é de alta, em ambiente de economia aquecida. A Selic é um instrumento de controle da inflação, que tem meta para este ano e 2011 de 4,5%, com limite inferior de 2,5% e superior de 6,5%. Cabe ao BC perseguir essa meta. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi o escolhido pelo governo para acompanhar a meta de inflação. Na estimativa dos analistas, esse índice deve ficar em 5,07% neste ano, contra os 5,10% previstos na semana passada. Para 2011, a estimativa oscilou de 4,86% para 4,87%. Para os dois anos, portanto, as projeções estão acima do centro da meta de 4,5%.
O boletim Focus também traz a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que neste ano deve ficar em 4,99%, contra os 5% previstos no boletim anterior. Para 2011, a projeção permaneceu em 4,53%. A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 8,50% para 8,49%, neste ano, e permaneceu em 5%, em 2011. A expectativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano continua em 8,56%. Para o próximo ano, oscilou de 5% para 5,01%.
A projeção dos analistas para os preços administrados passou de 3,60% para 3,55%, em 2010, e foi mantida em 4,80%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
Crescimento do PIB
A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano oscilou de 7,10% para 7,09%, ainda segundo o boletim Focus. Há quatro semanas, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, era de 7,20%. Para 2011, a projeção de 4,50% é mantida há 38 semanas.
O boletim Focus também traz a expectativa para o crescimento da produção industrial, que passou de 11,49% para 11,47%, em 2010. Para o próximo ano, a previsão de expansão foi mantida em 5%. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 40,77% para 40,73%, em 2010, e permaneceu em 39,50%, em 2011. A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, neste ano, e em R$ 1,85, em 2011.
A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permaneceu em US$ 15 bilhões, neste ano, e passou de US$ 9 bilhões para US$ 8,18 bilhões, em 2011. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a projeção foi alterada de US$ 49,91 bilhões para US$ 49,96 bilhões, neste ano, e de US$ 57,90 bilhões para US$ 58 bilhões, em 2011.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) caiu de US$ 31 bilhões para US$ 30 bilhões, neste ano, e de US$ 38,20 bilhões para US$ 38 bilhões, em 2011.