Exerceram influências mais significativas na queda da atividade da indústria, o Rio de Janeiro, onde a produção chegou a cair 4,2%, e o Rio Grande do Sul, onde a queda foi 3,0%
Economistas de instituições financeiras pioraram pela terceira semana seguida a perspectiva de crescimento da economia brasileira em 2014 após novos sinais de fraqueza da atividade, mantendo a expectativa de que o Banco Central não voltará a elevar a Selic este ano. A pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira apontou que a expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto neste ano agora é de 1,24%, contra 1,44% na semana anterior.
Em mais um sinal de dificuldade da atividade econômica brasileira em se recuperar após a fraqueza no primeiro trimestre, as vendas no varejo recuaram 0,4% em abril sobre março, apontando que a fraqueza do consumo se estendeu para o início do segundo trimestre. Com isso, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu apenas 0,12% em abril sobre março, mostrando fraqueza da atividade econômica no início do segundo trimestre, em um cenário de inflação alta e confiança estremecida.
Os economistas consultados no Focus também pioraram pela terceira vez seguida a estimativa de expansão da indústria em 2014, projetando agora crescimento de apenas 0,51%, ante 0,96%.
Inflação menor
Em relação à inflação, no Focus os economistas ajustaram a projeção para o IPCA este ano a 6,46%, 0,01 ponto percentual a menos. Nos próximos 12 meses, a estimativa passou a 5,91%, frente a 6,01%. Já o Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, manteve a perspectiva de que o IPCA terminará 2014 com uma alta de 6,30%.Em maio, o IPCA desacelerou a alta a 0,46% ante o mês anterior e chegou em 12 meses a 6,37%.
Agora, os analistas esperam a divulgação na quarta-feira dos números de junho do IPCA-15, em meio à deflação dos preços no atacado e à desaceleração da alta dos alimentos ao consumidor registrada pelos Índices Gerais de Preços da Fundação Getulio Vargas (FGV). Os economistas ainda mantiveram a perspectiva de que a Selic não voltará a ser elevada este ano, encerrando 2014 no atual patamar de 11,00%.
Nova elevação da taxa básica deve ocorrer, segundo eles, apenas em janeiro, de 0,50 ponto percentual, mesma perspectiva da pesquisa anterior. Já o Top 5 de médio prazo vê a Selic a 11,25% este ano, mesma projeção da semana anterior.
Preços em quedaA alta nos juros, porém, já vem cumprindo seu papel. O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) caiu 0,67% em junho, após alta de 0,13% em maio, devido à forte deflação dos preços no atacado e à desaceleração da alta no varejo, informou a a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira. O Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, recuou 1,41%, após queda de 0,22% em maio.
Já o Índice de Preços ao Consumidor-10 (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, desacelerou a alta a 0,39%, após subir 0,76% no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10), por sua vez, avançou 1,78%, ante 1,06% na apuração anterior.
O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.
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