Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2026

Juros para financiamento da agricultura serão reduzidos

Terça, 24 de Abril de 2007 às 09:26, por: CdB

A redução dos chamados juros controlados para financiamento de atividades agrícolas, atualmente em 8,75% ao ano, está na pauta do governo, afirmou o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Edílson Guimarães, nesta terça-feira.

- A discussão dos juros está na pauta. Você vai me perguntar: Vai baixar? Não sei -, afirmou Guimarães, antes do início de um seminário em São Paulo sobre Perspectivas para o Agribusiness 2007 e 2008.

O secretário, que está representando no evento o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que ficou em Brasília a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que a redução desses juros tem que ser aprovada pelo Ministério da Fazenda, um fator que dificulta essa medida.

- Significa mexer em custo do Tesouro, não é uma questão fácil de ser resolvida - acrescentou ele.

Stephanes, que não veio a São Paulo porque deverá acompanhar o presidente Lula em viagem ao Chile e Argentina, agradou o setor do agronegócio durante sua posse justamente por manifestar intenção de reduzir os juros controlados para os agricultores. Na oportunidade, ele argumentou que as sucessivas quedas da taxa básica Selic poderiam permitir também um juro menor para o agricultor.

O setor agrícola também reivindica um maior volume de recursos para financiamentos a juros controlados. Guimarães afirmou que o governo ainda não definiu o montante de recursos do Plano Safra 2007/08, que inclui o total a ser liberado para financiamentos. Na temporada anterior, foi de R$ 60 bilhões, sendo R$ 50 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 10 bilhões para a familiar.

- Devemos ter uma definição disso em maio - declarou ele, admitindo que a recente mudança no comando do ministério atrasou os planos governamentais.

No mesmo seminário, em anos anteriores, o governo havia divulgado o montante de recursos. Ele disse ainda que o novo setor do agronegócio, o de biocombustíveis, não terá recursos específicos no próximo Plano Safra, uma vez que as matérias-primas já são normalmente contempladas pelos programas do governo. Para a próxima temporada, o secretário disse que o cenário é de otimismo, apesar do aumento de custos de produção, e que o país precisa dar mais atenção a problemas de infra-estrutura e logística.

- A crise já passou, a perspectiva é muito boa.

Com relação ao apoio da safra que está sendo colhida, o secretário afirmou que o governo está tranquilo, uma vez que o orçamento 2007 prevê investimentos de 2,8 bilhões de reais.

- Quando sentimos alguma necessidade de apoio à comercialização, estamos fazendo - afirmou ele, observando que o governo tem dado suporte aos preços da soja, algodão, milho, arroz e feijão.

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