Se na poupança, na adesão cada vez maior dos brasileiros ao seu mais popular sistema de aplicação, temos tudo a comemorar conforme registro no Destaque de hoje - nota no alto do blog - o mesmo não se pode fazer em relação a esta outra seara de nossa economia.
Elevaram a taxa Selic e, consequência previsível, aumentam os juros médios, o spread bancário e demais taxas cobradas no mercado. Os dados do Banco Central (BC) apontam que nas duas primeiras semanas do ano, apenas ante a perspectiva criada de aumento da Selic (decretado na 3ª semana do mês), o juro médio no sistema financeiro já subiu de 35% no fim de 2010 para 38% no dia 12 deste mês.
Na média a taxa de financiamento para a pessoa física subiu de 40,6% para 45,1% no período. Leia-se, o próprio sistema bancário exige mais juros, superávit maior e corte de gastos do governo. Consequentemente, menor crescimento econômico para o país.
Resultado: contenção do crédito; os juros maiores levaram os bancos privados a concedê-lo em maior volume; e dados da Federação do Comércio de São Paulo (FECOMÉRCIO) registrando que o índice de famílias endividadas saltou de 44% em janeiro de 2010 para 51% este mês (leiam post abaixo).