Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Juros no cheque especial voltam a subir nos bancos brasileiros

Segunda, 13 de Janeiro de 2014 às 11:52, por: CdB
economia22.jpg
Os analistas também mantiveram em alta a projeção para a taxa básica de juros
Os juros cobrados no cheque especial e no empréstimo pessoal subiram em janeiro nos bancos brasileiros, se comparados ao mês anterior, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP e divulgada nesta segunda-feira. Na semana passada, diante do levantamento de dezembro, a taxa média cobrada do cheque especial passou de 8,33% ao mês para 8,48%. Já a taxa média mensal de empréstimo pessoal subiu de 5,30% para 5,40% no mesmo período. Dos sete bancos que fazem parte da pesquisa, os únicos que elevaram suas taxas de cheque especial entre dezembro e janeiro foram os bancos estatais Banco do Brasil (de 6,71% para 7,24%) e Caixa Econômica Federal (de 4,41% para 4,95%). Os outros bancos mantiveram suas taxas. No caso da taxa de empréstimo pessoal, também houve alta por parte do Banco do Brasil (de 4,55% para 4,59%) e da Caixa Econômica Federal (de 3,51% para 3,70%), além do Santander (de 5,99% para 6,49%). As outras instituições financeiras mantiveram as taxas de empréstimo pessoal de dezembro para janeiro. Segundo o Procon-SP, os dados usados no levantamento se referem a taxas máximas prefixadas para clientes (pessoa física) não preferenciais, independente do canal de contratação. Para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias. Já para o empréstimo pessoal, o prazo de contrato é de 12 meses. Menos dívidas Apesar dos juros altos nos cheques especiais, usados pelas famílias para cobrir despesas emergenciais, o total de brasileiros que disseram estar endividados caiu um ponto porcentual no mês de dezembro, passando a 62,2%, ante 63,2% em novembro. As dívidas incluem cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no início deste mês. Na comparação anual, entretanto, houve alta no número de famílias endividadas já que em dezembro de 2012 essa proporção era de 60,7%. "Apesar da moderação no consumo, a elevação do custo do crédito e a redução dos ganhos reais dos salários têm mantido o nível de endividamento das famílias em patamares elevados. Entretanto, o perfil mais favorável de endividamento, com prazos mais longos, permite uma melhora na percepção em relação ao endividamento", diz a economista da CNC Marianne Hanson, em comunicado. Em dezembro do ano passado, 20,8% das famílias relataram ter algum tipo de dívida em atraso, contra 21,2% em novembro e 21,7% em dezembro do ano passado. Segundo a CNC, o efeito sazonal dos ganhos com o décimo terceiro salário influenciou positivamente esse resultado.
Tags:
Edições digital e impressa