Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Juros do cheque especial são os menores desde junho de 2001

As taxas de juros cobradas no cheque especial recuaram 4,8 pontos percentuais em outubro, chegando a 147,4% ao ano. Esse é o menor patamar desde junho de 2001, quando a taxa registrada foi de 147,1%. No trimestre, a queda é de 26,5 pontos percentuais, segundo nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro divulgada pelo Banco Central. (Leia Mais)

Terça, 25 de Novembro de 2003 às 11:46, por: CdB

As taxas de juros cobradas no cheque especial recuaram 4,8 pontos percentuais em outubro, chegando a 147,4% ao ano. Esse é o menor patamar desde junho de 2001, quando a taxa registrada foi de 147,1%. No trimestre, a queda é de 26,5 pontos percentuais, segundo nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro divulgada pelo Banco Central.

A taxa de juros média cobrada pelos bancos das pessoas físicas e jurídicas voltou a cair em outubro, como reflexo da redução da Selic. No mês passado, a taxa média foi de 48,6%, a mais baixa desde outubro de 2002, quando era de 45,7%, informou o BC. Em setembro deste ano, a taxa média foi de 49,8%.

O volume de empréstimos para pessoas físicas cresceu 1,9% em outubro em relação ao mês anterior, para R$ 86,4 bilhões. "Os resultados de crédito pessoal vêm refletindo a queda das taxas de juros cobradas pelas instituições financeiras", disse o BC em comunicado.

O spread médio (diferença entre o custo de captação do dinheiro pelo banco e o cobrado do cliente) cobrado nas operações financeiras caiu para 30,5 ponto percentual em outubro ante 30,6 ponto percentual em setembro. O patamar é o mais baixo desde setembro do ano passado, quando a taxa estava em 30,1 ponto percentual.

O BC informou ainda que o volume das operações de crédito com pessoas jurídicas aumentou 0,6% em outubro contra setembro, para R$ 131,9 bilhões.

De acordo com o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, as quedas das taxas de uma forma geral tem elevado a procura por crédito. "A taxa de crescimento do crédito de forma consolidada não se observa o aumento tão expressivo, mas há de se olhar por dentro, por modalidade", afirmou.

Segundo ele, no caso das pessoas jurídicas já se identifica - do ponto de vista de modalidade de crédito - um crescimento razoável, principalmente para investimento. De acordo com a nota, o volume de crédito destinado à aquisição de bens em outubro cresceu 5%, de R$ 4,06 bilhões para R$ 4,26 bilhões.

A taxa Selic em outubro foi reduzida de 20% ao ano para 19%. Em novembro, o BC fez mais uma redução, de 1,5 ponto percentual para 17,5%.

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