Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Depois de registrar em julho o maior patamar dos últimos 12 anos, os juros do cheque especial caíram em agosto meio ponto percentual. De acordo com dados divulgados hoje (27) pelo Banco Central (BC), a taxa média do cheque especial caiu de 188% ao ano em julho para 187,5% ao ano no mês passado.
As taxas do cheque especial continuam a ser as mais altas no crédito à pessoa física. Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, os juros são mais altos porque esse tipo de crédito é de curto prazo e destinado a quem não tem condições de tomar outros tipos de empréstimos. Ele recomendou aos consumidores que evitem usar o cheque especial.
A taxa média dos demais financiamentos a pessoas físicas, incluídas as operações de crédito consignado subiu em agosto e fechou o mês em 49,6% ao ano. Em relação a julho, a alta foi 0,9 ponto percentual.
Os juros para a aquisição de bens por pessoas físicas aumentaram de 30,6% ao ano em julho para 30,7% ao ano em agosto. Apesar disso, as taxas dos financiamentos de veículos apresentaram leve queda, de 29,5% para 29,4% ao ano de um mês para o outro.
Para os financiamentos a empresas, os juros caíram. A taxa média passou de 31,4% ao ano em julho para 30,9% ao ano em agosto. De sete tipos de operações de crédito para pessoas jurídicas pesquisadas pelo BC, cinco apresentaram redução nas taxas.
Edição: Lana Cristina