Um júri do estado do Missouri recomendou nesta sexta-feira que Lisa Montgomery, que assassinou uma grávida e lhe tirou o bebê com uma faca em 2004, seja condenada à pena de morte. O júri fez essa recomendação após cinco horas de deliberações sobre o caso.
A promotoria admitiu que embora um juiz deva impor a sentença final para a acusada, neste caso será obrigado a acatar a recomendação do júri. Quando for confirmada a pena, não haverá possibilidade de apelação.
— A pena de morte é reservada para os piores crimes —, afirmou na quinta-feira a promotora federal Roseann Kechmark.
Montgomery, 39 anos, foi condenada depois de 11 dias de julgamento pelo assassinato de Bobbie Jo Stinett, ocorrido no dia 16 de dezembro de 2004, na casa da vítima, situada na localidade de Skidmore, noroeste do Missouri.
O júri rejeitou então que a acusada sofresse de doença mental quando matou Stinett, de 23 anos, e extraiu seu feto.
Montgomery foi detida no dia seguinte ao crime, em Melvern (Kansas), onde apresentava o recém-nascido como seu filho.
No momento do crime, Stinett tinha oito meses de gestação enquanto Montgomery fingia para sua família e amigos que estava grávida de nove meses, segundo provas apresentadas durante o julgamento.
Kechmark ressaltou a premeditação do crime, ao assinalar que a acusada tinha averiguado na internet métodos para praticar cesáreas.
Os advogados de Montgomery argumentaram que sua cliente sofria uma doença mental devido aos abusos sexuais que sofreu por parte de sua mãe e seu padrasto, e que essas circunstâncias "mataram a alma de Lisa".
Juri pede a morte de mulher que tirou feto da mãe
Sexta, 26 de Outubro de 2007 às 17:18, por: CdB