Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Júri absolve PM acusado da morte de menino de 3 anos no Rio

O cabo William de Paula, acusado de matar o menino João Roberto, de 3 anos, foi absolvido da acusação de homicídio qualificado. Ele ficará detido em regime aberto por sete meses e durante um ano terá que prestar serviços à comunidade. Após sete horas de julgamento, os sete jurados consideraram que o policial militar cometeu crime de lesão corporal contra a mãe e o irmão de João Roberto.(Leia Mais)

Quinta, 11 de Dezembro de 2008 às 08:47, por: CdB

O cabo William de Paula, acusado de matar o menino João Roberto, de 3 anos, foi absolvido da acusação de homicídio qualificado. Ele ficará detido em regime aberto por sete meses e durante um ano terá que prestar serviços à comunidade. Após sete horas de julgamento, os sete jurados consideraram que o policial militar cometeu crime de lesão corporal contra a mãe e o irmão de João Roberto.

O PM disse que confundiu o carro em que o menino estava, um Fiat Palio Weekend, com o veículo de um suspeito que ele perseguia, um Fiat Stilo. João Roberto foi morto depois que policiais atiraram contra o carro em que estavam ele, sua mãe e seu irmão.
 
– Eu confundi o carro e só vi o símbolo da Fiat – alegou o policial, depois de afirmar que a rua estava escura.

O PM, último a depor no julgamento que começou na manhã de quarta-feira, só admitiu ter dado dois tiros de advertência quando saiu do carro: um acertou o pneu do veículo de Alessandro e o segundo atingiu outro veículo, desconhecido.

João Roberto foi morto em julho, na Tijuca, Zona Norte da cidade, quando o carro em que estava com a mãe e o irmão foi alvejado 17 vezes por policiais militares. Na época, os policias disseram que confundiram o carro com o de bandidos, durante perseguição. 

A mãe de João Roberto contou que chegou a jogar uma bolsa de criança para fora do carro como forma de indicar que havia inocentes no carro, mas o filho já havia sido atingido por um projétil.

A juíza concedeu o pagamento de tratamento psiquiátrico para os pais, o irmão e os avós da criança assassinada.

– Só acabou o primeiro tempo. O resultado do jogo é no segundo tempo – declarou na madrugada desta quinta-feira, Nilo Batista, assistente de acusação.

– Meu filho morreu em vão – disse Alessandra Amorim Soares, mãe da criança e primeira a ser ouvida durante o julgamento.

O Ministério Público já entrou com recurso, alegando que a decisão foi contrária à prova dos autos.

O outro policial acusado, Elias Gonçalves da Costa Neto, entrou com recurso contra a sentença de pronúncia e teve o processo desmembrado. Seu julgamento ainda não foi marcado.

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