Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Julgamento do caso do ônibus 350 entra em fase de debate

Segunda, 04 de Dezembro de 2006 às 20:03, por: CdB

Começaram no fim da tarde desta segunda-feira os debates entre promotor e advogados de defesa de Sheila Messias Nogueira, acusada de fazer parte do grupo que incendiou o ônibus da linha 350 (Passeio-Irajá), no Rio de Janeiro. O júri começou as 11h30. Com a falta de uma das testemunhas, o TJ (Tribunal de Justiça) prevê que o julgamento termine até a madrugada de terça-feira.

O crime ocorreu em novembro de 2005 e terminou com 16 feridos e cinco mortos, entre eles um bebê. No julgamento, a acusada preferiu permanecer em silêncio durante o interrogatório do juiz, segundo a assessoria do TJ.

Dois passageiros do ônibus, levados pelo Ministério Público como testemunhas de acusação, reconheceram Sheila como uma das mulheres que entrou no ônibus e gritou "rala, rala", gíria para que os passageiros saíssem do ônibus.

Sheila é a terceira acusada a ser julgada pelo 2º Tribunal do Júri. Anderson Gonçalves dos Santos, o Lorde, apontado como líder do grupo que incendiou o ônibus- foi a júri em novembro deste ano e seu julgamento durou mais de 12 horas. Sua pena é de 444 anos e seis meses de prisão.

Outro acusado pelo incêndio é Alberto Maia da Silva, que também foi julgado em novembro. Ele recebeu condenação de 309 anos e cinco meses de prisão. Ambos foram condenados por homicídio qualificado e tentativa de homicídios.

A defesa de Sheila apresentou uma fita de vídeo com a entrevista da inspetora Marina Magessi, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, que na época do crime prendeu Sabrina Marques Mendes, 21, ex-namorada de Lorde, com base no reconhecimento de testemunhas.

Sabrina ficou detida por 27 dias, no entanto, foi libertada porque não foi reconhecida pelas testemunhas. O argumento da defesa, com a apresentação da gravação, é de que as testemunhas não tinham condições para reconhecer os acusados.

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