Rio de Janeiro, 04 de Maio de 2026

Julgamento de Saddam é adiado para 28 de novembro

Quarta, 19 de Outubro de 2005 às 09:21, por: CdB

O julgamento de Saddam Hussein e de sete de seus colaboradores - pela execução de 143 pessoas na vila de Dujail (norte do Iraque) em 1982- e por crimes contra a humanidade foi adiado para o próximo mês, pouco depois de ter começado nesta quarta-feira, disseram os promotores. Os juízes aceitaram o pedido de suspensão da audiência feito pelo chefe da equipe de advogados de defesa, Khalil al Dulaimi, que disse ter tido pouco tempo para examinar o material da acusação.
 O julgamento foi realizado na capital iraquiana, Bagdá, e conta com um grande aparato de segurança em torno dos acusados.

Depois que o juiz que preside o julgamento, Rizgar Mohammed Amin [de origem curda], leu aos réus seus direitos e acusações contra eles, que também incluem expulsões forçadas, prisão ilegal e e seqüestro e destruição de propriedades de 399 famílias, foi solicitado aos réus que fizessem um apontamento sobre o que tinha sido exposto. Ao perguntar a Saddam se era culpado ou inocente, o ex-ditador respondeu: "Eu disse o que eu disse. Eu não sou culpado", referindo-se à leitura de sua defesa, em que afirmou ser inocente.

Segundo os procuradores que acusam o ex-presidente do Iraque, Saddam teria ordenado as execuções depois de uma suposta tentativa de assassinato contra ele ocorrida em 1982 nesse local. A pena máxima prevista é o enforcamento.

O ex-líder do Iraque Saddam Hussein teria dito ao juiz que preside seu julgamento na capital iraquiana, que não reconhece o tribunal e que retém seus direitos constitucionais como presidente do país.

Um dos promotores afirmou a repórteres que o caso voltará ao tribunal no dia 28 de novembro.

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