O vice-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que foi destituído do cargo, apresentou-se a uma corte nesta quarta-feira devido a acusações de corrupção. Mas ele foi logo libertado, após pagar 150 dólares de fiança, e o caso foi adiado para outubro.
Centenas de manifestantes se concentravam na frente da Corte de Durban quando Zuma - ainda muito popular no Congresso Nacional Africano, o partido do governo - chegou para a audiência no caso que acabou com suas chances de tornar-se presidente em 2009.
Promotores informaram a Zuma sobre as duas acusações de corrupção que vai enfrentar.
- O caso foi adiado para 11 de outubro de 2005. Você tem que pagar fiança de 1.000 rands - disse o magistrado T. Ncube.
O presidente Thabo Mbeki demitiu Zuma há duas semanas, depois que o vice foi envolvido em um julgamento de corrupção de seu ex-assessor financeiro Schabir Shaik.
O juiz disse que Sheik pediu suborno para Zuma de uma empresa de armas francesa e pagou propina para tentar aprofundar seus próprios interesses comerciais. Zuma negou irregularidades e sugeriu que é vítima de uma vingança política.
A saída de Zuma foi mostrada como uma prova da determinação de Mbeki de dar um exemplo ao restante da África de luta contra a corrupção oficial - tópico que irrita doadores internacionais, credores e empresas.
Mas a demissão dividiu o partido. Zuma continua sendo vice-presidente da legenda com muitos seguidores nas bases.
Milhares de pessoas participaram de uma manifestação no centro de Durban gritando slogans pró-Zuma e mostrando cartazes pedindo que ele seja presidente. A polícia tentou controlar a multidão, mas a manifestação tomou as ruas, parando o tráfego.