Julgamento de Berlusconi em caso Ruby é adiado para final de maio
Mal começou, o julgamento do premiê italiano, Sílvio Berlusconi, por acusações de ter feito sexo pago com uma menor de idade, foi adiado até o fim de maio.
Mal começou, o julgamento do premiê italiano, Sílvio Berlusconi, por acusações de ter feito sexo pago com uma menor de idade, foi adiado até o fim de maio. O processo começou a ser analisado por um tribunal da cidade de Milão, mas nem o premiê nem a garota envolvida no caso, conhecida como Ruby, estiveram presentes na primeira audiência.
Berlusconi é acusado também de abusar de sua influência para liberar a menina, a dançarina Karima El Mahroug, de origem marroquina, quando ela estava sob custódia em uma delegacia sob acusação de furto. O premiê italiano refuta as acusações e diz que o caso é politicamente motivado.
Se for culpado, ele pode ser condenado a até 15 anos de prisão, mas analistas políticos esperam um processo demorado, atravancado por atrasos e apelações. A promotoria acusa Berlusconi, 74, de ter feito sexo pago com Ruby, que na época tinha 17 anos, no fim do ano passado.
Os advogados sustentam que o premiê manteve relações sexuais com a dançarina em 13 ocasiões entre setembro de 2009 e maio de 2010. Karima teria participando de festas eróticas, chamadas de bunga bunga, na residência do premiê em Milão, junto com outras jovens.
Ruby nega ter feito sexo com Berlusconi e trabalhar como prostituta. Ao longo dos próximos meses, cerca de 20 mil páginas de documentos serão submetidas à Justiça e cerca de 40 mulheres foram convocadas a depor como testemunha. Entre a documentação a ser apresentada estão gravações telefônicas sobre detalhes das festas de Berlusconi em seu casarão.
A lista de 78 testemunhas do lado do premiê inclui nomes como o astro de Hollywood George Clooney e a sua namorada, a modelo e estrela de TV italiana Elisabetta Canalis, que estavam entre os convidados do premiê.
O premiê italiano é réu em quatro processos diferentes - além do caso envolvendo Ruby, outros três por corrupção. No fim do mês passado, ele compareceu pela primeira vez em quase oito anos perante a Justiça para responder por acusações de fraude fiscal envolvendo sua empresa de mídia, Mediaset.
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