Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2026

Julgamento de babá que torturava criança começa no Rio

O julgamento da babá Sílvia Santos, 38 anos - acusada de torturar o menino Pedro Fabbri, 7, portador de deficiência física e mental - começou, nesta quinta-feira, na capital fluminense. Ela depôs, nesta quarta-feira, perante a juíza Zélia Maria Machado dos Santos, da 5ª Vara Criminal, e negou todas as agressões - registradas em oito horas de gravação pelos pais da criança, em setembro de 2005. Pedro morreu em março, de falência múltipla dos órgãos. (Leia Mais)

Quinta, 27 de Julho de 2006 às 08:38, por: CdB

O julgamento da babá Sílvia Santos, 38 anos - acusada de torturar o menino Pedro Fabbri, 7, portador de deficiência física e mental - começou, nesta quinta-feira, na capital fluminense. Ela depôs, na quarta-feira, para a juíza Zélia Maria Machado dos Santos, da 5ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, e negou todas as agressões - registradas em oito horas de gravação pelos pais da criança, em setembro de 2005. Pedro morreu em março, de falência múltipla dos órgãos.

Se condenada, Sílvia, que trabalhou por um ano e um mês na casa, pode pegar até 10 anos de prisão, com aumento de até um terço da pena porque Pedro era menor. Caso o menino tenha morrido em decorrência dos maus-tratos, a lei prevê reclusão de até 16 anos, com agravante da pena. Para a mãe de Pedro, Isabel Cristina Fabbri, os espancamentos contribuíram para agravar o quadro do filho, que nunca falou nem andou. Ela não acompanhou o depomento de Sílvia.

Babá negou acusação

Segundo o promotor Cláudio Varela, Sílvia fugiu das respostas sobre as imagens captadas pela câmera escondida, instalada no alto da estante da casa. A gravação mostra a babá batendo com a cabeça do menino no chão, sufocando-o com uma fralda na boca e forçando Pedro a engolir o próprio vômito.

- Ela negou o inegável e disse que não fez para machucar o menino - afirmou o promotor. As testemunhas de acusação serão ouvidas dia 17.

O advogado da acusada, Ricardo Frederico, leu apenas ontem o processo, mas garantiu que a babá é inocente. Na porta do Fórum, Cleide Prado Maia, mãe de Gabriela, morta por uma bala perdida na Tijuca, há três anos, se juntou a Isabel, numa pequena manifestação contra a impunidade.

- Nunca desconfiei de nada porque ela sempre foi amorosa na nossa frente, mas Sílvia destruiu minha família - desabafou Isabel.

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