ROMA, 27 SET (ANSA) - Os juízes do Tribunal de Nápoles afirmaram que o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, estaria "consciente" de que as mulheres levadas para sua residência pelo empresário Gianpaolo Tarantini eram acompanhantes profissionais.
Segundo os magistrados napolitanos, Tarantini teria sido muito "reticente" sobre a "plena e indiscutível consciência por parte do presidente do Conselho [de Ministros] sobre as acompanhantes apresentadas pelo empresário".
Os magistrados citaram um trecho de uma conversa telefônica entre Tarantini e uma das mulheres convidadas à casa do premier, Patrizia D'Addario, que demonstraria que Berlusconi teria oferecido uma compensação à jovem.
As afirmações foram declaradas hoje, no mesmo dia em que o empresário e sua mulher, Angela Devenuto, foram postos em liberdade, uma vez que a conduta de ambos não foi considerada "punível".
O Tribunal, porém, considerou que "a conduta processual" assumida por Tarantini procurou "isentar" o chefe do Governo italiano pelos "possíveis danos a sua imagem pública".
Os juízes napolitanos ainda afirmaram que a justificativa dada por Berlusconi sobre o pagamento de 500 mil euros (R$ 1,2 milhão) ao empresário, afirmando ter feito uma "ajuda uma família em dificuldades", pode ser desmentida por "argumentos de ordem lógica" e por outras circunstâncias.
Além de acusado pela Procuradoria de Bari de levar acompanhantes profissionais à residência do premier, Tarantini também é acusado, em Nápoles, de ter extorquido-o, exigindo dinheiro sob a ameaça de realizar revelações embaraçosas sobre sua vida privada. Berlusconi, por sua vez, nega ter sido vítima de chantagens. (ANSA)
JUÍZES DIZEM QUE BERLUSCONI SABIA SOBRE ACOMPANHANTES EM SUA CASA
Terça, 27 de Setembro de 2011 às 08:05, por: CdB