A juíza Patrícia Acioli, morta a tiros quando chegava em casa, na última sexta-feira, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, reclamava por escrito da falta de proteção policial, por causa das ameaças de morte que recebia. Ela chegou a enviar ofícios ao Tribunal de Justiça do Estado.
A juíza Patrícia Acioli, morta a tiros quando chegava em casa, na última sexta-feira, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, reclamava por escrito da falta de proteção policial, por causa das ameaças de morte que recebia. Ela chegou a enviar ofícios ao Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ).
Os documentos foram apresentados pelo advogado da família como prova de que ela queria reforço na segurança. O advogado Técio Lins e Silva, reafirmou que a magistrada não queria a suspensão da escolta.
De acordo com ele, ela enviou diversas correspondências ao Tribunal de Justiça nos últimos anos pedindo reforço na segurança.
Em um dos documentos, de fevereiro de 2007, a juíza escreve ao diretor de segurança do Tribunal de Justiça pedindo a volta de um ex-integrante da escolta, e a vinda de um quarto policial. A juíza escreveu ainda, cinco meses depois, ao juiz Mário Mazza, auxiliar do então presidente do Tribunal de justiça, desembargador Murta Ribeiro, e questiona a decisão de reduzir sua proteção a apenas um policial por dia.
Um dos investigados pela Divisão de Homicídios na execução da juíza Patrícia Acioli com 21 tiros, o bicheiro Luís Anderson de Azeredo Coutinho foi flagrado em gravações telefônicas da Polícia Federal, em 4 de julho de 2009, dizendo a interlocutor que ‘uma bomba iria explodir em São Gonçalo’. Em outro trecho das escutas, autorizadas pela Justiça, o bicheiro acrescenta ‘que a pessoa que bate o martelo iria chorar lágrimas de sangue’.
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