Um conhecido juiz proibiu os sauditas de verem ou contribuírem para o canal por satélite Alhurra, apoiado pelos Estados Unidos, afirmando que ele promove a hegemonia global de Washington, disse a edição de segunda-feira do jornal Al Hayat.
O xeique Ibrahim bin Nasser al-Khudeiri declarou que assistir, trabalhar, anunciar ou mesmo escrever para o Alhurra é proibido porque ele é um ``canal que causa corrupção'', segundo o diário.
``As pessoas que trabalham para ele são consideradas agentes americanos'', disse o juiz ao Al Hayat. ``Seu objetivo é auxiliar a hegemonia americana nas esferas religiosas, políticas e sociais no mundo.''
O canal em árabe Alhurra (o liberto) começou a transmitir para o Oriente Médio no mês passado, tentando melhorar a imagem dos EUA em uma região onde muitos duvidam de seu objetivo declarado de promover liberdade e democracia.
``É um canal direcionado aos árabes com a missão de enfraquecê-los e manter o controle sobre eles'', afirmou Khudeiri.
Muitos sauditas disseram na segunda-feira acreditar que os telespectadores decidiriam por si só sobre o Alhurra. ``Não sei se vão dar atenção a Khudeiri'', declarou um deles.
Mas o canal enfrenta o desafio de conquistar adeptos em uma região cética e que suspeita da iniciativa dos EUA para tentar promover reformas democráticas. Países árabes rejeitam reformas impostas de fora.