Bernard Heginbotham se declarou culpado pela morte da mulher, Ida, durante sessão no tribunal de Preston, Grã-Bretanha, nesta quinta-feira.
Ela morava em um asilo em Preesall, Lancashire, e estava muito doente. O marido cortou a sua garganta.
Ida Heginbotham foi encontrada morta por funcionários da residência para idosos.
'Marido dedicado'
O marido dela chorou no tribunal quando foi condenado a 12 meses de tratamento em um centro de reabilitação.
O juiz Brian Leveson disse que estava claro que Heginbotham tinha sido um marido dedicado durante os 67 anos em que os dois ficaram casados.
O casal tinha seis filhos.
A promotora Hilary Banks disse ao tribunal que Ida Heginbotham tinha se tornado dependente do marido depois de ter ficado ferida em diversas quedas.
Ela precisava de cuidados especiais e vinha sendo tratada em diferentes residências de tratamento para idosos.
O tribunal ouviu o relato de como Heginbotham tinha ficado abalado quando fora informado por seu filho, Neville, que a mulher teria que ser novamente transferida.
"Ele admitiu que foi até a casa de idosos com uma arma e feriu sua mulher, o que resultou na morte dela", disse a promotora.
"Ele não queria que a mulher fosse transferida novamente e não achava que ela iria receber o tratamento que ele gostaria que ela tivesse."
Heginbotham foi preso pela polícia de Lancashire sob suspeita de assassinato, na casa dele, onde foi constatado que ele tentara suicídio.
'Ato de amor'
Quando foi preso, ele disse aos policiais: "Minha pobre Ida".
No tribunal, o juiz disse: "Bernard Heginbotham, o assassinato de sua mulher, com quem você foi casado e feliz por 67 anos, seguido de sua tentativa de tirar a própria vida foi um ato de desespero".
"Foi feito dentro de um esforço de acabar com o sofrimento dela, enquanto você estava sob pressão intolerável".
"Foi, na verdade, um ato de amor e eu não tenho dúvidas de que você sofreu um problema médico naquele momento e a sua responsabilidade nisso é substancialmente reduzida."
"Foi, como você sabe bem, algo terrível, mas aceito completamente as circunstâncias em que você fez isso e seu remorso e culpa têm sido devastadores."
O inspetor Phil Burke disse: "Acho que é difícil quando se vê um homem como esse no tribunal, mas no fim das contas, ele matou a mulher dele. E acho que é certo que ele compareça ao tribunal e o tribunal tenha uma gama de penalidades para decidir, em circunstância sob controle, o que deve ser feito."
O advogado da família, Alan Godwin disse que estavam todos aliviados com o fim do processo e agradeceu a todos.
"A esperança deles é que agora o pai deles tenha permissão de passar o resto do tempo que ele tem para viver tranquilamente, na companhia da família dele."