O controverso juiz espanhol Baltasar Garzón obteve nesta terça-feira a permissão para trabalhar como assessor no Tribunal Penal Internacional em Haia, apesar de ter sido suspenso de suas funções enquanto enfrenta um processo na Espanha.
O Conselho Geral do Poder Judiciário (CGPJ) informou que autorizou Garzón atendendo a um pedido do juiz por uma oferta de trabalho que recebeu da Corte Internacional e depois que o Supremo Tribunal e a Promotoria enviaram relatórios permitindo que o magistrado aceitasse.
"A Comissão Permanente concorda em informar Baltasar Garzón Real, assim como a Promotoria do Tribunal Penal Internacional, que desde o ponto de vista orgânico não há razões legais que impeçam a contratação do referido juiz para prestar serviço de consultoria na Promotoria do Tribunal Penal", afirmou a jornalistas a porta-voz do CGPJ, Gabriela Bravo.
Garzón foi suspenso temporariamente na semana passada de seu cargo como juiz instrutor da Audiência Nacional espanhola depois que um processo contra ele foi aberto no Supremo Tribunal por suposta prevaricação em sua tentativa de investigar crimes do franquismo.