Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Juiz da cidade paulista de Jandira ouve testemunhas no processo que apura morte de prefeito

Quinta, 15 de Setembro de 2011 às 11:52, por: CdB

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – O juiz Bruno Cortina Campopiano, da 1ª Vara Distrital de Jandira, está desde a manhã de hoje (15) ouvindo 61 pessoas, entre réus e testemunhas de defesa e de acusação, no processo que apura a morte do prefeito Walderi Braz Paschoalin. Depois da fase de instrução do processo, ele decidirá se leva a júri os oito acusados de terem participado do assassinato do prefeito de Jandira, morto a tiros em dezembro do ano passado.

Segundo o Tribunal de Justiça, três réus estão soltos, um está foragido e quatro estão presos – entre eles o ex-secretário de HabitaçãoWanderley Lemes de Aquino, acusado de ser o mandante do crime. A audiência continua amanhã (16), mas, devido ao grande número de pessoas a serem ouvidas, uma nova audiência deve ocorrer em outubro para dar continuidade à fase de instrução.

Em fevereiro, o Ministério Público ofereceu denúncia à Justiça contra sete pessoas que foram acusadas pela morte de Braz Paschoalin. Na denúncia, que foi oferecida pelo promotor de Justiça Neudival Mascarenhas Filho, o ex-prefeito foi morto porque havia demitido o então secretário de Governo, Sérgio Paraizo, e por desentendimentos com Aquino. A denúncia também apontou que havia vários esquemas de corrupção na prefeitura, envolvendo desvios de dinheiro público, licitações fraudulentas, superfaturamento e nomeação de funcionários fantasmas. A morte do prefeito, segundo a denúncia, foi tramada pelos réus para que assumissem o controle do esquema.

Um inquérito policial também foi aberto este ano para investigar se houve participação da atual prefeita, Anabel Sabatine, no assassinato do ex-prefeito. Segundo informações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o inquérito policial ainda está em andamento.

Anabel havia sido afastada da prefeitura na última terça-feira (13), por decisão da Câmara Municipal, mas voltou ao cargo hoje, após liminar concedida pelo juiz Bruno Campopiano. Os vereadores decidiram pelo afastamento devido a denúncias de fraude e desvio de verbas na gestão da prefeita.

Edição: Lana Cristina
 

Tags:
Edições digital e impressa