Rio de Janeiro, 09 de Agosto de 2026

Juiz britânico determina extradição de Assange para a Suécia

Quinta, 24 de Fevereiro de 2011 às 08:35, por: CdB

Logo depois do anúncio, Assange criticou sua extradição e sustentou, novamente, que existem motivações políticas em seu processo

 

24/02/2011

Da redação

 

 

 

O juiz britânico Howard Riddle decidiu nesta quinta-feira (24) pela extradição do fundador do site Wikileaks, Julian Assange, à Suécia.

O australiano, de 39 anos, é acusado por quatro crimes de agressão sexual na Suécia e luta desde dezembro para reverter o pedido feito pela Justiça sueca. Segundo o parecer do juiz, as alegações de crime sexual são passíveis de extradição.

A defesa terá sete dias para recorrer da sentença. Os advogados de Assange já anunciaram que contestarão a decisão, sob argumento de que Assange não teria um julgamento justo na Suécia, onde os casos de crimes sexuais costumam ser realizados a portas fechadas, sem a presença de testemunhas.

Eles afirmam ainda que existe a possibilidade de seu cliente ser extraditado para os Estados Unidos, podendo inclusive ser mandado para a prisão de Guantánamo, em Cuba, ou ser sentenciado a pena de morte.

Assange tem sido centro das atenções desde que o WikiLeaks passou a divulgar arquivos secretos militares e diplomáticos dos Estados Unidos.

Outro argumento da defesa é o “abuso de direito” por parte da Justiça sueca, já que o processo está na fase inicial e os crimes não foram investigados. Assange foi detido em Londres em dezembro, após receber ordem de extradição da Promotoria sueca.

Os advogados de Assange afirmaram também que como a base do pedido de extradição é a intenção de interrogá-lo na Suécia, o interrogatório poderia ser realizado na Inglaterra ou ainda pela internet.

O advogado Mark Stephens, que representa Assange, afirma que sua equipe está otimista sobre "oportunidades de recurso" e que tem esperanças de que o assunto possa ser resolvido em território inglês.

Logo depois do anúncio, Assange criticou sua extradição e sustentou, novamente, que existem motivações políticas em seu processo. Ele reclamou, ainda, da falta de investigação em relação às denúncias. "Não houve consideração em todo o processo sobre o mérito das alegações feitas contra mim, nenhuma consideração ou análise de qualquer denúncia feita na Suécia", afirma.

(Com informações de agências)

 

 

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