Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Juiz abandona precesso do incêndio em supermercado em Assunção

Quinta, 21 de Abril de 2005 às 13:48, por: CdB

O oitavo juiz que assumiu o processo aberto devido ao incêndio em um supermercado de Assunção - que deixou cerca de 400 mortos e centenas de feridos - decidiu, nesta quinta-feira, se declarar suspeito para julgar o caso por ser amigo de um dos advogados envolvidos.

- Me declaro suspeito por amizade, respeito e admiração a Luis Escobar Faella - disse o juiz Rubén Riquelme, revelando sua ligação com o advogado do principal acusado no caso, o empresário Juan Pio Paiva.

Riquelme, cuja circunscrição recebeu a causa depois da renúncia do juiz Ramón Melo, investigado por uma decisão favorável a Paiva, explicou que havia sido um colaborador próximo de Escobar quando ele esteve à frente da Procuradoria.

O magistrado disse que o processo irá de novo ao organismo que distribui as causas para que outro juiz de algum município nos arredores de Assunção seja designado, já que todos os da capital recusaram o caso.

No dia 11 de abril passado, o juiz Melo concedeu prisão domiciliar a Paiva, dono do supermercado que pegou fogo, com base em um parecer do perito, que aconselhava sua transferência da prisão de Tacumbú, onde estava preso preventivamente.

Uma violenta reação das vítimas e de seus familiares o obrigou a revogar sua decisão em menos de 24 horas e a ordenar a transferência de Paiva para o hospital da polícia, o que motivou seu afastamento por parte dos advogados de acusação e de defesa.

Paiva, de 65 anos, e outras onze pessoas foram acusados de responsabilidade pelo incêndio, no dia 1º de agosto de 2004. O proprietário do supermercado é acusado de ter determinado, uma vez iniciado o fogo, que as portas do local fossem fechadas para evitar que as pessoas saíssem sem pagar.

Tags:
Edições digital e impressa