Grupos judeus há muito conhecidos por sua explícita defesa de liberdades civis ficaram em silêncio ou até mesmo apoiaram a legislação antiterrorismo do governo Bush, rompendo com seus aliados no movimento de liberdades civis que criticaram as novas medidas por serem potencialmente repressivas. Mas os grupos parecem estar seguindo o ritmo de seu eleitorado. Uma recente pesquisa entre judeus norte-americanos revelou um alto nível de apoio para o tipo de medidas de vigilância que são o anátema dos apoiadores das liberdades civis, como a colocação de câmeras em locais públicos e o requerimento de documentos de identidade nacionais. "O dia 11 de setembro forçou todos, até os mais partidários da direita e da esquerda a estarem abertos a uma reforma do equilíbrio entre a segurança e a liberdade", afirmou o senador Charles E. Schumer. "Os grupos judeus talvez estejam mais abertos a esta reavaliação, já que muitas das ameaças são dirigidas não somente a Israel, mas a judeus em todo o mundo". Os ataques terroristas nos Estados Unidos incitaram muitos norte-americanos, independentemente de suas religiões ou etnias, a diminuir suas objeções a leis mais intrusivas em defesa da segurança nacional. Mas a mudança entre organizações judaicas é notável porque envolve um grupo de minoria predominantemente liberal que sempre se orgulhou de defender outras minorias raciais e étnicas. "O que temos é uma medida de ambivalência que é incomum", declarou o rabino Eric H. Yoffie, presidente da União de Congregações Hebraicas Americanas, a aliança de sinagogas. "As organizações e os líderes que normalmente se esperaria que fossem totalmente abertas sobre liberdades civis foram mais contidos". Um motivo para a relutância para criticar é que os líderes judeus americanos são intimamente familiares com a tentativa de Israel de manter uma democracia enquanto defendem-se de um ataque de terroristas, disse Yoffie. A maioria dos grupos, como o tradicionalmente liberal Congresso dos Judeus Americanos, não se posicionaram sobre a legislação antiterrorismo, de acordo com Phil Baum, diretor-executivo nacional do grupo. Mas a Liga Antidifamação se mostrou a favor dela, apresentando testemunho ao Congresso e elogiando o presidente Bush e o procurador-geral John Ashcroft. "Fomos muito claramente e diretamente apoiadores desta nova legislação e demos à lei mais poder para agir em prevenção de atos criminais", declarou Abraham Foxman, diretor-executivo da liga.
Judeus norte-americanos apóiam legislação antiterrorismo
Grupos judeus há muito conhecidos por sua explícita defesa de liberdades civis ficaram em silêncio ou até mesmo apoiaram a legislação antiterrorismo do governo Bush, rompendo com seus aliados no movimento de liberdades civis que criticaram as novas medidas por serem potencialmente repressivas.
Quinta, 03 de Janeiro de 2002 às 21:26, por: CdB