Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Jucá diz que PMDB não está fazendo "manobra" no Conselho de Ética do Senado

Sexta, 29 de Junho de 2007 às 13:25, por: CdB

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), garantiu que o partido não está fazendo "manobra" para livrar o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) do processo no Conselho de Ética.

- Quem fala pelo PMDB é o líder Valdir Raupp, mas o PMDB, ao que eu saiba não está chantageando e não está fazendo nenhum tipo de manobra no Conselho de Ética. O PMDB está, democraticamente, claramente querendo que seja investigada a questão do presidente Renan dentro dos ditames legais e dentro do Regimento do Senado -, afirmou.

Quintanilha havia convidado o senador Renato Casagrande (PSB-ES) para relatar o caso, mas ontem disse ter resolvido fazer uma consulta à assessoria jurídica do Senado sobre a legalidade das investigações contra Renan antes de designar oficialmente o relator.

Ele marcou reunião para próxima terça-feira para bater o martelo na questão.  O senador negou ontem que esteja havendo alguma manobra para dificultar as investigações e que esteja recebendo pressões para impedir as investigações e para não designar Casagrande para a relatoria.

Para Jucá, o senador agiu de forma prudente.

- Durante todo esse procedimento existiram várias questões levantadas, inclusive de procedimentos. Senadores dizendo que o processo estava com alguma defeito, alguns vícios, e o senador Leomar Quintanilha pediu, prudentemente um parecer técnico da área jurídica antes de indicar o relator -, disse.

Desde o início do processo, o senador Renato Casagrande defende as investigações do caso e disse que, se a consulta feita à assessoria jurídica limitar os trabalhos do Conselho de Ética, terá que avaliar se aceitará a relatoria, caso o convite seja mantido.

Casagrande seria o terceiro relator do processo contra o presidente do Senado, depois do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que pediu licença por problemas de saúde, e Wellington Salgado (PMDB-MG). Além dos dois relatores, a presidência do conselho também mudou. Antes, quem comandava o Conselho de Ética era o senador Sibá Machado (PT-AC), que renunciou.
 

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