O JP Morgan Chase fechou, nesta segunda-feira, um acordo para comprar o rival Bear Stearns a um preço simbólico. A notícia mostra, até agora, o quão devastadora é a crise de crédito para Wall Street e foi suficiente para levar o dólar ao patamar mínimo histórico frente ao euro, derrubou as ações na em todo o mundo e impulsionou o ouro. Para mostrar que ainda tem algum controle sobre a economia do país, o secretário do Tesouro da administração George W. Bush, Henry Paulson, sustentou que o governo está preparado para "fazer o que for preciso" para manter a estabilidade no sistema financeiro.
– O medo é de quantos esqueletos ainda estão no armário nos mercados globais de crédito – afirmou a jornalistas David Cohen, economista do Action Economics, em Cingapura.
Diante de uma economia que já pode estar em recessão, a expectativa é de que o Fed tome mais uma ação nesta terça-feira com um corte da taxa básica de juro de até 1,25 ponto percentual. Até agora, o banco central norte-americano já cortou o juro básico em 2,25 pontos, para 3,0%. A última decisão do Fed, no final de semana, foi vista como uma tentativa de evitar que outros sofram o mesmo destino do Bear Stearns, quinto maior banco de investimento dos EUA.
O JP Morgan está pagando apenas US$ 2 por ação do Bear, ou um total de US$ 236 milhões. O preço é um quinze avos da cotação de sexta-feira e muito distante do preço recorde de US$ 172,61 alcançado no ano passado.