O Governo israelense adotou um projeto de lei pelo qual os menores de 16 anos terão de contar com uma autorização expressa de seus pais se quiserem colocar "piercings" no corpo.
Elaborado pela deputada Guila Finkelstein, o projeto havia sido vetado na semana anterior por um voto -com o argumento de que seria impossível pôr em prática tal proibição- na Comissão Parlamentar para Assuntos de Legislação.
Segundo o projeto de lei, que deve ser aprovado pelo Parlamento (Knesset), os menores não precisarão apresentar a permissão para perfurar as orelhas, informa hoje, segunda-feira, a imprensa local.
"O 'piercing' é uma moda inadequada no ambiente estudantil, e por isso o combatemos", declarou a educadora argentina Idit Maurer, cuja opinião é similar à do Conselho Estudantil de sua escola.
O Parlamento israelense já aprovara antes uma lei obrigando os menores de 16 anos a apresentar uma permissão por escrito de seus pais para fazer tatuagens. A lei prevê multas a aqueles que oferecem esses serviços e ignoram as exigências legais.
- Esta lei não tem por objetivo cuidar dos adolescentes, mas tranqüilizar seus pais - opinou Ziv Ochaion, de 17 anos.
- Não é preciso impor restrições ao 'piercing'; os pais devem entender que é melhor que façam isso do que usem drogas ou consumam álcool - acrescentou.
Mas os deputados que se opõem à nova lei argumentam que os jovens poderiam falsificar a assinatura de seus pais, cometendo um crime, algo que os prestadores desse serviço não têm como verificar.