Um grupo de jovens que participavam de um ritual de circuncisão ficaram insatisfeitos com o trabalho do enfermeiro que os atendia e o espancaram até a morte, informaram fontes oficiais nesta segunda-feira.
-Supostamente ele não estava fazendo seu trabalho corretamente e estava tratando dos que participavam da cerimônia de iniciação de forma negligente. Disse Sizwe Kupelo, funcionário do departamento de Saúde.
O fato aconteceu na sexta-feira passada na cidade de Port Elizabeth, no extremo sul da África do Sul.
Cerca de vinte jovens com idades entre 18 e 25 anos participaram do assassinato. Mas, segundo o funcionário, até hoje ninguém foi preso pelo crime.
O presidente de uma comunidade de líderes tradicionais da região, Ngangomhlaba Matanzima, condenou o crime e disse que este incidente demonstra que há "sérios problemas" nestas cerimônias.
-Seria esperado que esse tipo de ação fosse feita pelos pais, e não pelos meninos. Acrescentou Matanzima.
Várias tribos sul-africanas costumam enviar seus adolescentes e jovens aos líderes tradicionais para que participem de cerimônias de iniciação no mundo dos adultos, incluindo a circuncisão com ferramentas geralmente pouco adequadas.
Segundo dados oficiais, só na província de Eastern Cape, onde fica Port Elizabeth, dez jovens morreram por complicações na circuncisão desde dezembro, quando começou a época deste ritual.