Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Jovens indonésios prometem vingar morte de Bin Laden

Sexta, 06 de Maio de 2011 às 08:12, por: CdB

Jovens indonésios prometem vingar morte de Bin Laden

SOLO, Indonésia (Reuters) - Multidões de homens indonésios se reuniram nesta sexta-feira para jurar publicamente que estão prontos para sacrificar suas vidas para vingar a morte de Osama bin Laden, sinalizando a popularidade do líder da Al Qaeda entre islâmicos no país, que tem a maior população muçulmana do mundo.

O grupo, que se denominou Al Kaida Solo, disse que iria concentrar os ataques nos Estados Unidos --mas não houve indicações de que teria a capacidade para fazê-lo, ou se seria apenas um discurso.

Vários policiais mantiveram a guarda durante a manifestação na cidade de Solo, no centro de Java, mas ninguém foi detido.

"Cem jovens de Solo estão prontos para morrer para vingar a morte de Osama", declarou Choirul, um clérigo da Al Kaida Solo e membro da Frente dos Defensores Islâmicos (FPI), que tem um histórico de violência, como ataques a bares, clubes noturnos e escritórios da revista Playboy da Indonésia.

"Sua luta não estará terminando", disse Choirul ao grupo de cerca de 60 homens vestidos de túnicas brancas muçulmanas e rostos cobertos para esconder suas identidades.

Diversos outros indonésios islâmicos louvaram Bin Laden como um mártir nesta semana, indicando que a militância continua em alguns grupos do Sudeste Asiático, inclusive um que previu um grande ataque de retaliação.

Especialistas em segurança disseram que o risco de ataques aumentou.

"Osama viveu pelo princípio de viver de forma nobre ou morrer como um mártir... Mas os Estados Unidos disseram que ele era um terrorista e nós contestamos essa visão. Devido à essa mentira estamos comprometidos com a vingança de sua morte", disse Endro Sudarsono, porta-voz do grupo Solo, à Reuters por telefone.

Sudarsono disse que o grupo de homens entre 20 e 40 anos de idade da região central de Java ainda estavam discutindo como realizariam a vingança, mas que o Afeganistão, Paquistão e o Iraque eram seus principais destinos.

(Reportagem de Budi Satriawan e Olivia Rondonuwu)

Reuters

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