Jovens brasileiros de 15 a 24 anos são o foco da campanha O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids, lançada neste Dia Mundial de Luta contra a Aids.
De acordo com dados do ministério, o grupo tem o maior número de parceiros casuais em relação a adultos e cerca de 40% deles declararam não usar preservativo em todas as relações sexuais.
Cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o país – desses, 255 mil não sabem que foram infectados, segundo dados do Ministério da Saúde.
De acordo com a pasta, o número de testes de HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passou de 3,3 milhões, em 2005, para 8,9 milhões em 2009. O índice de testagem para HIV em todo o país, no ano passado, foi de 38,4%.
O objetivo da campanha, segundo o Ministério da Saúde, é a desconstrução do preconceito sobre pessoas que vivem com o vírus HIV no Brasil, além da conscientização de jovens sobre comportamentos seguros de prevenção contra a aids.
Além de conscientizar jovens sobre comportamentos seguros de prevenção, a campanha desenvolvida este ano pelo Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta contra a Aids pretende chamar a atenção da sociedade em geral para a importância de realizar testes periódicos que possibilitem o diagnóstico da doença. Esses exames devem ser feitos após situações de risco, como o uso compartilhado de seringas por usuários de drogas ou relações sexuais sem preservativos.
Dados do ministério mostram que no Brasil cerca de 630 mil pessoas vivem com o HIV. Referente ao primeiro semestre de 2009, o número é estimado, pois são notificados apenas os casos de soropositivos que tomam medicamento antirretrovirais.
De acordo com diretor adjunto do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, esse número deve aumentar, já que o número de pessoas com vida sexualmente ativa que fizeram o teste pelo menos uma vez passou de 40%, em 2009, para 60% em 2010.
Bruna Lopes, de 20 anos, acredita que a campanha é importante para alertar os jovens em relação aos riscos que correm ao ter uma relação sexual sem camisinha. Ela admitiu que sente dificuldade em usar o preservativo quando está em um relacionamento que parece estável. “A gente confia mas, na verdade, é arriscado também”, contou.
Para Silvana Pereira, de 18 anos, falta estratégia para convencer os jovens sobre a importância de se prevenir por meio da camisinha – sobretudo para meninas mais novas.
– Todo mundo já sabe, mas continua fazendo. Então, tem alguma coisa errada –, disse.
Mesmo casada, Silvana faz o teste rápido de seis em seis meses.
– O problema é que confiamos nos parceiros e não usamos camisinha –, afirmou.
Raiane Souza, de 21 anos, confirma a versão de que o que falta mesmo aos jovens não é informação, mas responsabilidade.
– Vejo que as meninas não pensam no que estão fazendo. Muitas vezes, vamos na empolgação e, quando vemos, já foi sem camisinha mesmo.
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi instituído como forma de despertar a necessidade de prevenção, de promoção do entendimento sobre a pandemia e de incentivar a análise sobre a aids pela sociedade e órgãos públicos. No Brasil, a data começou a ser comemorada no fim dos anos 80.
Jovens brasileiros não usam camisinha
Jovens brasileiros de 15 a 24 anos são o foco da campanha O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids, lançada neste Dia Mundial de Luta contra a Aids. De acordo com dados do ministério, o grupo tem o maior número de parceiros casuais em relação a adultos e cerca de 40% deles declararam não usar preservativo em todas as relações sexuais.
Quarta, 01 de Dezembro de 2010 às 08:48, por: CdB
Jovens brasileiros de 15 a 24 anos são o foco da campanha O Preconceito como Aspecto de Vulnerabilidade ao HIV/Aids, lançada neste Dia Mundial de Luta contra a Aids.
De acordo com dados do ministério, o grupo tem o maior número de parceiros casuais em relação a adultos e cerca de 40% deles declararam não usar preservativo em todas as relações sexuais.
Cerca de 630 mil brasileiros vivem com HIV em todo o país – desses, 255 mil não sabem que foram infectados, segundo dados do Ministério da Saúde.
De acordo com a pasta, o número de testes de HIV distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passou de 3,3 milhões, em 2005, para 8,9 milhões em 2009. O índice de testagem para HIV em todo o país, no ano passado, foi de 38,4%.
O objetivo da campanha, segundo o Ministério da Saúde, é a desconstrução do preconceito sobre pessoas que vivem com o vírus HIV no Brasil, além da conscientização de jovens sobre comportamentos seguros de prevenção contra a aids.
Além de conscientizar jovens sobre comportamentos seguros de prevenção, a campanha desenvolvida este ano pelo Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta contra a Aids pretende chamar a atenção da sociedade em geral para a importância de realizar testes periódicos que possibilitem o diagnóstico da doença. Esses exames devem ser feitos após situações de risco, como o uso compartilhado de seringas por usuários de drogas ou relações sexuais sem preservativos.
Dados do ministério mostram que no Brasil cerca de 630 mil pessoas vivem com o HIV. Referente ao primeiro semestre de 2009, o número é estimado, pois são notificados apenas os casos de soropositivos que tomam medicamento antirretrovirais.
De acordo com diretor adjunto do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Eduardo Barbosa, esse número deve aumentar, já que o número de pessoas com vida sexualmente ativa que fizeram o teste pelo menos uma vez passou de 40%, em 2009, para 60% em 2010.
Bruna Lopes, de 20 anos, acredita que a campanha é importante para alertar os jovens em relação aos riscos que correm ao ter uma relação sexual sem camisinha. Ela admitiu que sente dificuldade em usar o preservativo quando está em um relacionamento que parece estável. “A gente confia mas, na verdade, é arriscado também”, contou.
Para Silvana Pereira, de 18 anos, falta estratégia para convencer os jovens sobre a importância de se prevenir por meio da camisinha – sobretudo para meninas mais novas.
– Todo mundo já sabe, mas continua fazendo. Então, tem alguma coisa errada –, disse.
Mesmo casada, Silvana faz o teste rápido de seis em seis meses.
– O problema é que confiamos nos parceiros e não usamos camisinha –, afirmou.
Raiane Souza, de 21 anos, confirma a versão de que o que falta mesmo aos jovens não é informação, mas responsabilidade.
– Vejo que as meninas não pensam no que estão fazendo. Muitas vezes, vamos na empolgação e, quando vemos, já foi sem camisinha mesmo.
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi instituído como forma de despertar a necessidade de prevenção, de promoção do entendimento sobre a pandemia e de incentivar a análise sobre a aids pela sociedade e órgãos públicos. No Brasil, a data começou a ser comemorada no fim dos anos 80.