Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Jovem vinga morte do irmão

Terça, 02 de Setembro de 2003 às 07:56, por: CdB

O jovem Erinaldo Moura Lemos assassinou com dois tiros à queima-roupa a dona-de-casa Luzialba Pinto Fernandes, 56 anos, que em abril deste ano foi absolvida da acusação de ter participado do ritual de magia negra que culminou com a morte de Elizete Moura, 10 anos, irmã de Erinaldo. O crime abalou os moradores da região de Arapuá, em Ipanguaçu, região Central do Rio Grande do Norte.

A vítima conversava com parentes quando foi surpreendida pelo assassino, às 16 horas de domingo. Erinaldo Moura desceu de uma motocicleta e atirou três vezes nas costas de Luzialba. Um dos disparos atravessou o tórax atingindo o coração.

A dona-de-casa morreu no local, e o acusado fugiu com destino a Alto do Rodrigues. O delegado local, sargento Rui Costa, teve de fazer as primeiras diligências em carro emprestado porque a viatura da cidade está quebrada desde o início de agosto. A polícia, até o início da noite de ontem, não obteve informações sobre o paradeiro do acusado, principalmente, por causa da falta de colaboração da população.

Luizalba foi acusada de ter participado do ritual de magia negra que resultou na morte da pequena Elizete Moura, encontrada mutilada boiando no Rio Pataxó, em 10 de novembro de 1996. A criança foi raptada quando brincava próximo de casa e o corpo só foi encontrado três dias depois.

A polícia técnica constatou que a menor foi morta com dezenas de perfurações que provocaram hemorragia aguda. Os ferimentos foram tão profundos que ela teve uma orelha decepada e, devido a um golpe nas costas, ficou com a coluna exposta. Ela teve várias partes do corpo queimadas por cinzas de cigarro e os cabelos raspados como acontecem nos rituais de magia negra.

Quatro delegados trabalharam no caso, porém nenhum deles conseguiu juntar provas suficientes ao inquérito policial contra os acusados fazendo a denúncia por indícios. O promotor Armando Lúcio Ribeiro, durante o Júri Popular, pediu a absolvição dos quatro acusados - todos da mesma família - alegando falta de provas.

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