Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Jovem sequestrada é morta pelo ex-namorado em SP

O sequestro que durou cerca de 11 horas terminou em morte em São Paulo. A jovem Evelyn Ferreira Amorim, 18 anos, que foi mantida refém dentro da farmácia onde trabalhava na Praia Grande, a 86 km de São Paulo, morreu na tarde de segunda-feira. (Leia Mais)

Segunda, 19 de Novembro de 2007 às 14:16, por: CdB

O sequestro que durou cerca de 11 horas terminou em morte em São Paulo. A jovem Evelyn Ferreira Amorim, 18 anos, que foi mantida refém dentro da farmácia onde trabalhava na Praia Grande, a 86 km de São Paulo, morreu na tarde de segunda-feira. Essa foi a segunda vez que ela foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado 23 anos.

Por volta das 12h, o homem atirou em Evelyn e na própria cabeça, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. De acordo com testemunhas, apenas após os disparos a polícia invadiu o local. Cerca de 40 homens participavam da operação.

O homem e a jovem deram entrada em "estado gravíssimo" no Hospital Municipal da Praia Grande. A morte clínica de Evelin ocorreu às 14h20, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Segundo a assessoria da secretaria, ela teve morte cerebral diagnosticada algum tempo antes, mas os órgãos deixaram de funcionar pouco tempo depois. A assessoria informou que foi cogitada apenas a possibilidade de doação das córneas, procedimento que foi descartado por causa do estado de emocional da família.

Segundo a SMS, o estado de saúde do agressor inpira ainda mais cuidados do que no momento em que chegou ao hospital. Segundo a assessoria da secretaria, "os poucos sinais vitais que ele apresentava se tornaram ainda mais frágeis". Ele apresenta ainda um quadro de "inchaço cerebral".

A primeira pessoa a ser retirada da farmácia em uma maca foi a jovem, por volta das 12h. Ela aparentava estar desacordada e tinha um ferimento na cabeça. Cerca de quatro minutos depois, o agressor foi levado também desacordado e com a camisa manchada por sangue.

Durante a negociação foram convidados parentes e amigos do agressor. A mãe do homem chegou a conversar com ele por telefone. Um primo dele, policial, também tentou ajudar nas negociações. A PM tentou localizar amigos, mas não obteve sucesso. O advogado da família do agressor também esteve no local.

O dono do estabelecimento que também era mantido sob cárcere privado foi libertado por volta das 4h, passou pelo pronto-socorro e descansa em casa.

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