Hoda decidiu lutar ao lado de extremistas do Estado Islâmico, no califado
A jovem norte-americana identificada apenas como Hoda, de 20 anos, nascida em Hoover (Alabama), viajou para a Síria para se juntar ao grupo radical autoproclamado Estado Islâmico (EI), informou, nesta terça-feira, um porta-voz da sua família. Hoda manteve contato com os extremistas pela da Internet e, em Novembro do ano passado, viajou para a Turquia, a partir de onde cruzou a fronteira para a Síria e ingressou no califado defendido pelo EI, detalhou o porta-voz e advogado da família, Hassan Shibly, em conferência de imprensa na mesquita de Birmingham (Alabama).
Segundo os pais da jovem, o fato de "a filha estar com esse grupo de extremistas violentos é pior que vê-la morta", disse Hassan Shibly, indicando que o marido, que é muçulmano, está "muito traumatizado" e que "nada pode descrever a situação em que ele vive, atualmente".
– A família de Hoda espera que partilhando como perdeu a sua filha para um grupo de extremistas possa ajudar outras famílias a evitar uma tragédia idêntica – acrescentou o advogado, que trabalha para o Conselho de Relações Islâmico-norte-americanas.
Na véspera, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que foram detidos, nos Estados do Minesota e Califórnia, seis homens – com idades de entre 19 e 21 anos – que tentavam viajar para a Síria para se juntar aos extremistas.
Ataque na hora do almoço
Um dos principais braços do EI na África, o grupo extremista somali Al Shabaab reivindicou um atentado, nesta terça-feira, praticado por um militante que acelerou um carro repleto de explosivos na direção de um restaurante movimentado na capital, matando pelo menos 10 pessoas e deixando mais de uma dúzia de feridos.
O ataque suicida, ocorrido na hora do almoço, ainda danificou uma casa de chá ao lado e incendiou barris de petróleo nas proximidades, com a explosão criando uma densa nuvem de fumaça sobre a cidade portuária.
O atentado aconteceu um dia depois de um homem-bomba do Al Shabaab ter matado seis pessoas, incluindo quatro funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU), durante um ataque a uma minivan da ONU em Garowe, cidade que fica cerca de mil quilômetros ao nordeste de Mogadício.
Ligado à Al Qaeda, o Al Shabaab já realizou uma série de atentados na Somália e em países vizinhos com o objetivo de impor uma versão rígida do islamismo e depor o governo somali, que é apoiado por doadores ocidentais e tropas pacificadoras da África.
– Estamos por trás do ataque – declarou Sheikh Abdiasis Abu Musab, porta-voz de operações militares do Al Shabaab, à agência inglesa de notícias Reuters.
Musab afirmou ter visado autoridades de ministérios do governo e do palácio presidencial que frequentam o restaurante.
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